Pedagogia do Esporte

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Do Pega-pega Para o Esporte



Já vimos até agora que uma brincadeira como o pega-pega, entre outras coisas, mobiliza fortemente as habilidades de correr em alta velocidade e de desviar. Isso remete para as capacidades que chamamos de agilidade e velocidade. Além disso, mobiliza também as coordenações espaciais (sair-se bem na brincadeira de pega-pega depende muito de ser capaz de se colocar na posição certa, de se deslocar na direção certa, etc.). Que esportes contêm esses elementos? Praticamente todos os esportes coletivos. Vamos fazer o seguinte, vamos colocar bolas nas mãos dos jogadores. Cada jogador com uma bola na mão. Pegador e fugitivos farão a mesma coisa de sempre, porém, só podem se deslocar quicando sua bola. Qual o efeito disso? A velocidade e a agilidade serão menores. Ora, para melhorar a fuga e a captura só tem um jeito: é preciso melhorar a condução da bola. E isso ocorrerá pelo enorme número de repetições que a brincadeira exige, e até pelas regulações proprioceptivas, que passam ao largo da consciência. O Prof. Jean Le Boulch, que foi meu professor, ensinava isso. Pensem nisso e criem mais, mais, mais. Uma sugestão, tem gente como o Alcides Scaglia e o Fábio D´Angelo, entre outros, trabalhando essa pedagogia. Cobrem deles uma contribuição, eles têm um bocado de experiência.

Comentários

Por Lucas Leonardo
em 31-07-2009, às 12h17.

Olá João, muito bacana o tópico aberto.

Isso nos remete a um pensamento no que diz respeito à capacidade do jogo ser analisado sob os aspectos estratégico-táticos-técnicos-físicos-emocionais.

A simples adapatação de uma regra (inserção de bolas que devem ser conduzidas driblando) nos remete a toda uma reorganização do jogo, não no nível da lógica - fugir para não ser pego para que é fugitivo e pegar, para que é pegador - mas na forma de agir (técnica e táticamente) e com relação às demandas físicas.

Falando do ’físico’ as adaptações antes voltadas para a velocidade e resistência de velocidade ganham outro apelo. Porém, isso não sigifica que o jogo não serve mais. É tudo uma questão de cumprimento da lógica.

Sempre, para qualquer jogo, desenvolve-se a melhor forma de deslocar-se’fisicamente’ dentro dele.

Seria um erro dizermos que o jogo não trabalha mais uma demanda física. Ela na verdade trabalha uma demanda física inerente aquele jogo vivido naquele momento em específico.

Se inicialmente quando não havia bola, o jogo pedia atitudes com grande velocidade praticamente sempre, agora, com essa nova regra, correr demais pode não ser a melhor ação para cumprimento dessa lógica, pelo menos enquanto o domínio dessa habilidade não estiver completo.

Antes, o jogo solicitava ações em muita velocidade, com muitas mudanças de direção, e quem não cumprisse com essas ’regras de ação’ do jogo, seria sempre pegador, ou desistiria de jogar. Isso erá algo inerente ao jogo.

Agra, cria-se uma demanda na qual deslocar-se em velocidade somente será útil se houver bom manejo da bola. Inicialmente, o jogo perderá em rítmo, velocidade e agilidade, mas aos poucos, a aprendizagem poderá fazer do jogo, novamente um jogo com muita velocidade, a partir do momento que o controle da bola não é mais um problema.

Ou seja, cada jogo ’pede’ coisas específicas e toda vez que algo de sua estrutura é modificado - primeiramente, correr com bola é dificil, e isso altera não a lógica, mas as formas de agir no jogo; depois, deslocar-se com bola será algo trivial ao jogo, e isso trará ao jogo, novamente, formas de agir em coesão com a aprendizagem dessa nova (ou já velha) habilidade.

Cada jogo é irredutivel tecnico-tático-fisico e emocionalmente. Cada jogo é um jogo. Cada jogo exige adpataçoes específicas e cada vez que se aprende algo novo, o jogo se altera.

Abraços,

Abraços,

Por João Batista Freire
em 31-07-2009, às 15h09.

Lucas:

No início, a bola vai atrapalhar o deslocamento, que antes, no pega-pega sem bola, era um correr livre, veloz. Porém, só há um jeito de voltar, com bola, a ser desembaraçado, veloz, livre: adquirir um excelente controle de bola. Ora, nessa variação do jogo, voltada para o esporte coletivo, o próprio jogo ensina, pois, subentende-se, nele, uma regra, que é a de só poder correr com desembaraço se a bola for bem controlada. E isso, fatores conscientes e inconscientes promoverão. Resumindo, para desenvolver uma certa habilidade, que é a de conduzir bem a bola, criamos um jogo, em vez de dar comandos.

Por Pierre Normando Gomes da Silva
em 05-08-2009, às 17h03.

Oi gente, recebi o convite de Katia para participar dessa construção coletiva,

estou com uma orientanda analisando o prazer no pega-pega, prazer do movimentar-se em busca de um ou de outro, prazer de perseguir e de ser perseguido, de ser pego e de pegar. Pensar uma pedagogia do esporte, ao meu ver, tem que passar pelo prazer do movimenta-se. De criar estratégias de perseguição e de fuga; prazer de se insinuar para o outro e sair fora, como fazia Garrincha. É isso para começar deixo um petisco, o prazer que há nos multiplos movimentos do pega-pega, que possui mil e uma variações. O pega-gelo mesmo muda completamente a estrategia ou o pega-corrente, mas isso falarei depois.

Um beijo nos que conheço: João e Katia e um abraço nos novos amigos,

Pierre

Por João Batista Freire
em 06-08-2009, às 12h41.

E ai de você Pierre, senão viesse para cá contar suas maravilhas. Por acaso a gente pode prescindir da colaboração de gente como você. Eu, quando sobra tempo, vou colocando pedacinhos do que aprendi ensinando esporte. Grande abraço amigo.

Por Pierre Normando Gomes da Silva
em 10-08-2009, às 22h05.

João, obrigado pelo bem-vindo, gostaria de colaborar dizendo:

Por dentro da habilidade de desviar que tem implícita a velocidade, a agilidade e a percepção espaço-temporal, há uma outra competência motriz que está implicada nesse movimento, a ação comunicativa. O fugitivo ao se desviar, ele aprende a malícia de enviar uma mensagem corporal para o pegador, "dizendo" que vai pra tal lado e rapidamente desloca-se para outro. Isso podemos chamar de contra-comunicação, uma comunicação para não comunicar a verdadeira intenção. É a malícia que todo jogador precisa para fugir dos seus adversários, seja em que esporte for (do futebol ao futball). Essa malícia é que dá prazer. Portanto, para ensinar aos jogadores a fintar/driblar seus adversários não basta falar da habilidade de desviar, mas da sua capacidade de comunicação corporal, da malícia que transborda no gingado, na brincadeira. Uma prática esportiva em que o jogador não possa se divertir com seus movimentos, mas esteja aprendendo habilidades motoras especializadas não produzirá jogadores inteligentes, criativos, expressivos.

Por João Batista Freire
em 11-08-2009, às 10h43.

Essa ação de desviar que o Pierre menciona, é como o blefe no jogo de cartas. Pierre, o grande desafio na pedagogia do esporte é aprender a jogar jogando. A alma do jogo é o imprevisvível. Como aprender a lidar com o imprevisível se ele é imprevisível? Só há um jeito: vivendo, no jogo, situações de imprevisibilidade. Quando as pessoas jogam, a cada instante o imprevisível aparece. Vivendo com ele, ele se torna familiar. Diante dele, cada vez com mais habilidade, sacamos uma solução. O imprevisível surge e tenta me surpreender no jogo, mas ele não me assusta mais, estou acostumado com ele, sei que ele vai aparecer. Então eu saco dos meus dispositivos, a melhor solução possível. Quem vive no meio de fantasmas não tem medo de assombração.

Por João Batista Freire
em 11-08-2009, às 10h55.

Sigamos adiante com o pega-pega. Se fizermos o exercício de sempre reconstruir essa brincadeira, ela será uma fonte inesgotável de conteúdos para ensinar esportes. Imaginem então fazer isso com muitas brincadeiras.

Agora a gente sugere o seguinte: trata-se de um pega-ajuda. Começamos com um pegador, porém, há uma bola com os fugitivos. Só pode ser pego pelo pegador o fugitivo que estiver com a bola na mão. Se o pegador simplesmente tocar com a mão no fugitivo que estiver com a bola, esse fugitivo se tornará, também, pegador. O recurso dos fugitivos para escapar é passar muito rapidamente a bola para algum companheiro. Pronto, combinamos o pega-pega com o bobinho. E a brincadeira prossegue, até que todos os fugitivos sejam pegos e se tornem pegadores.

Uma variação desse jogo é aumentar o número de bolas, aos poucos, facilitando o trabalho dos pegadores.

Outra variação possível é fazer com que a bola seja controlada com os pés, e não mais com as mãos.

Claro que a idéia aqui é ensinar a passar e interceptar ou desarmar, não importa se com as mãos, se com os pés. À medida que as variações se sucedem, aumentam as exigências quanto à habilidade de passar com precisão e velocidade.

Não faz sentido, quando ensinamos esporte, ficar gritando com os alunos para que passem a bola para os companheiros, e que passem com precisão e velocidade. Temos, sim, é que criar situações, como as mencionadas aqui, que exijam níveis mais elaborados de habilidade. As situações produzem conhecimentos; os professores criam as situações.

Sugiro que vocês criem outras variações a partir desses exemplos.

Por João Batista Freire
em 13-08-2009, às 18h05.

Estou começando a desconfiar que fazer uma composição coletiva é difícil, porque as pessoas não participam. Devem ter seus motivos. Aguardo até que outros participem, para, então, continuar. Mas, se não participarem, não continuamos. Fazer o quê?

Por Cláudia Bergo
em 15-08-2009, às 18h09.

Prof. João

Posso estar falando bobagem, mas creio que a maioria de nós, professores de educação física, acostumou-se a trabalhar sozinha (uma vez que a escola frequentemente nos coloca à margem das demais áreas).

Daí, trabalhar em equipe e ainda mediado por computadores pode ser um desafio grande para muitos.

Não desanime. Muitos que ainda não estão neste debate, ao tomar conhecimento dele, adoraram a proposta e estão desejosos de começar a utilizar esse meio de formação. Eu, que bebo da sua fonte desde quando comecei a lecionar, me sinto privilegiada e grata por esta oportunidade.

Por João Batista Freire
em 16-08-2009, às 12h03.

Cláudia: de minha parte, já me acostumei a ouvir você, a voz da razão. Que bom ter gente como você como amiga.

Por Pierre Normando Gomes da Silva
em 16-08-2009, às 12h45.

João,

que bom que Claudia interveio, vamos seguir, o livro já começou, e estamos apenas no começo dessa brincadeira. Gostei muito da sua sugestão, João, de incluir bola no pega-ajuda, assemelhando-o ao bobinho, além disso você já sugere inclusão de mais bolas e repasse da bola com o pé. Com isso você já preenche uma série de atividades possíveis, então para colaborar nessa perspectiva faria variação no tamanho da bolas, isso exigiria maior habilidade para arremessar e para receber, por parte do fugitivo e facilitaria o trabalho do pegador. Incluiria bola de Tênis e Gym Ball (75cm), daria um outro ritomo no jogo.

Bem como podemos variar o jogo do pega-ajuda a partir das cores das bolas; por exemplo, os que estão com bola vermelha podem ser pegos, isso contribuiria na percepção espacial, exigindo do pegador maior agilidade para perceber com mais clareza os seus adeversários para marcar e exigiria do fugitivo maior percepção espacial para ao ver a aproximação do adversário e localizar os jogadores da sua equipe que estão sem bola ou com bola de outra cor para arremessar ou chutar.

Vamos adiante,  

Por Leopoldo Gil Dulcio Vaz
em 16-08-2009, às 16h03.

Ei JaoZin

está dificil acompanhar... o Alê já fez um estudo sobre a participação... poucos escrevem, muitos observam... não desanime... continuem... fico observando... e vez por outra, informando o pessoal aqui do Maranhão do debate (?) e posições que estão sendo tomadas... replico... Vamos em frente, segue o jogo... está ótimo... estão ótimos, você e o Pierre... muito acima da média... claro, o que mais se poderia se esperar do ’meu’ Professor de Educação Física? aprender a jogar, apenas...

Por João Batista Freire
em 16-08-2009, às 19h16.

Vamos adiante: imaginem agora que o pegador só poderá pegar os fugitivos que estiverem sem bola na mão. Para facilitar os fugitivos, começamos com muitas bolas, por exemplo, se houver 20 fugitivos, 10 bolas. Aos poucos, vamos tirando o número de bolas, uma a uma, até só restarem, por exemplo, duas ou três bolas.Trata-se de um pega-ajuda, de modo que todos, aos poucos, serão pegos.

Vamos introduzir um novo elemento: a cada cinco minutos de jogo, mais ou menos, fazemos pedidos de tempo. Porém, o tempo não é para o professor dar instruções, mas para fugitivos e pegadores se reunirem, em grupos separados, e discutirem, entre eles, maneiras de brincar melhor. Com isso traçarão estratégias de jogo, farão teorias e tentarão aplicá-las à prática em seguida.

Podemos falar agora de conscientização: quando o jogo para, os alunos se reúnem para traçar estratégias. Durante o tempo de parada, conversam entre eles. Falam do quê? Falam do jogo, mas de um jogo que não está acontecendo na prática, e sim, na imaginação. Nesse momento, se olharem para fora, não verão jogo nenhum; para ver o jogo sobre o qual falam, têm que olhar para dentro. Esse olhar para dentro, para a imaginação, permite ver, na ação, coisas que não podem ser vistas quando se está dentro do jogo. Para ver bem é preciso tomar distância. Esse distanciamento, esse ver para dentro a uma certa distância, esse se colocar de fora produz o que chamamos de consciência. Ter consciência de uma ação amplia seus poderes; o conhecimento conscientizado torna-se matéria prima para outros conhecimentos. Podemos ampliar essa discussão. Quem continua?

Por Lucas Leonardo
em 18-08-2009, às 11h05.

Fala pessoal.

Lendo o que o João escreveu me lembro de uma coisa importante, que é exatamente fazer os alunos tomarem consciência do que fazem, e como bem destaca o professor, o momento do distanciamento é uma das parte importantes desse processo. Muitas vezes ao simplesmente deixar o aluno jogando 10, 20 minutos, não se garante contrução de conhecimento como criando paradas para esse distânciamento estratégico do processo de ensino-aprendizagem.

Poderia continuar dizendo que com o reinício do jogo as materias-primas contruídas entre fugitivos e pegadores proporcionarão a realização de um "novo jogo". Fugitivos terão traçado suas estartégias com base nas análises daquilo que os pegadores tem de fraquezas e também de suas pontencialidades e pegadores farão a mesma coisa em sentido inverso: aproveitar suas potencialidades e as fraquezas de quem é fugitivo.

Porém, ambos os grupos o farão com base no jogo imaginário que eles contruiram em suas dicussões em grupo, com base no jogo real que acabara de acontecer, ou seja, no jogo anterior e não se sabe exatamente se a aplicação desses conhecimentos será suficiente, pois a outra equipe também traçou novas estratégicas. O jogo será o confronto desses conhecimentos cosntruídos de maneira circunstancial, daí uma nova dinâmica para um mesmo jogo.

Logo, as dicussões que geraram novos conhecimentos serão postas à prova, de modo que um novo jogo emergirá. Pela proposta do João, a cada 5 minutos teremos novos "temas de um mesmo tom", com novos conhecimentos se enfrentando, modelando o jogo para que se contenha cada vez mais dificuldades por parte de ambas as equipes, gerando aprendizado da inteligencia de jogo, tanto pela dicussão de novas formas de jogar o jogo em suas rodas (de maneira circunstancial), quanto pela necessidade de adaptação desse conhecimento dicutido conceitualmente em ambiente circunscrito ao jogo.

Abraços, espero ter podido contribuir

Por Lucas Leonardo
em 18-08-2009, às 11h14.

Gostaria também de trazer mais uma matriz de jogo pensando a ideia de caminharmos do Pega-Pega ao Esporte (neste caso Coletivo). Sobre tudo pensando jogos de bolas com as mãos.

Uma forma de organizarmos um jogo de pega é trabalharmos com a matriz do jogo pega-ajuda em sua fase final, ou seja, vários devem pegar o último fugitivo.

Pensei na possibilidade de duas equipes se enfrentarem com essa lógica.

Toda a a equipe A pegaria um fugitivo de B e toda a equipe B pegaria um fugitivo e A, só que para isso, eles terão como regulador das fases do jogo a bola.

A equipe A deve escolher um fugitivo para que quando não estaja com a posse de bola, busque protegê-lo enquanto tenta recuperar a posse da bola, o mesmo deve fazer a equipe B.

A equipe que tem a posse de bola deve transportá-la, driblando ou realizando passes (sem poder correr com a bola na mão) até que consiga-se queimar o fugitvo adversário, marcando um ponto e cedendo a posse de bola para a equipe que protegia seu fugitivo.

Uma regra importânte - não vale guardar caixão (tocar o fugitivo de sua equipe tentando protegê-lo com o corpo)...adoro essa regra, trabalha muito a questão da ética para jogar na minha opinião, já que é uma regra completamente dependente da boa vontade de quem joga. Gosto muito de usar regras desse tipo na iniciação

É uma alusão bem clara á lógico dos esportes coletivos, buscar fazer ponto no alvo adversário equanto o defensor tenta protegendo seu alvo recuperar a posse da bola para atacar o alvo adversário.

Abraços,

Por Lucas Leonardo
em 18-08-2009, às 11h31.

Ops, alguns errinhos de portugues, desculpe!

Por João Batista Freire
em 18-08-2009, às 18h40.

Lucas: isso lembra muito uma variação da Queimada, acho que invenção minha há uns 20 anos, chamada Abelha Rainha, em que um de cada equipe é protegido por todos e, se for queimado, o jogo acaba. Sua versão é muito dinâmica e sua explicação, melhor ainda. Êita cabra bão!

Por João Batista Freire
em 22-08-2009, às 18h20.

Para encerrar minha participação nesse capítulo do Pega-Pega: vamos começar nosso Pega-Pega com dois pegadores; os demais, não importa quantos, serão fugitivos. Os pegadores têm uma bola, mas só pode pegar, tocando com a mão, o pegador que estiver de posse da bola. O pegador de posse da bola só pode se deslocar quicando a bola; o outro pegador pode correr à vontade, mas não pode pegar. Podem passar bola à vontade um para o outro.

Os pegadores logo perceberão que são mais lentos quando estão de posse da bola que os fugitivos que correm livremente. Como o pegador que pode pegar é aquele que estiver com a bola, que só pode correr quicando a bola, isso complica bastante. Descobrirão que é vantajoso passar a bola para o pegador que estiver próximo de algum fugitivo. Todos os que forem pegos tornam-se fugitivos.

Aos poucos, todos serão pegos. À medida que aumenta o número de pegadores fica mais fácil capturar os fugitivos.

De tempos em tempos os professores pedem tempo para os jogadores conversarem entre eles (fugitivos num grupo, pegadores no outro) e achar um jeito de jogar melhor.

Terminada esta variação, vamos a outra, em seguida: quase tudo igual, só que agora, o pegador que estiver com a bola não pode mais correr, fica imóvel. Só pegará alguém se, naquele momento, estiver exatamente junto a algum fugitivo.

É difícil? Sim, é difícil pegar. Só é possível com cooperação, isto é, com passes muito bem feitos.

Os jogadores conseguirão à medida que os professores, pedindo tempo para eles, traçarem boas estratégias de jogo.

Aguardo os comentários. Também os farei nos próximos dias.

Por Jose Gabriel Cunha dos Santos
em 26-04-2011, às 20h17.

boa noite, professor joao batista freire, tenho como formação academica o professro scaglia, sendo que objetivo aulas que proporcionem as discente uma formação e desenvolvimento cr´tico e autonomo. poderia conversar sobre outras teorias, me honraria em muito.

professor gabriel

Por Andre Costa Oliveira e Silva
em 08-12-2011, às 13h00.

Olá !

Estive lendo os tópicos acima e gostaria de tecer alguns comentários.

Trabalho alguns piques em minhas aulas de escolinha de futsal. Percebo que o mais simple pique com a bola nos pés estimula principalmente a condução de bola com cabeça erguida eliminando o vicio de olhar para o chão, além dos alunos naturalmente exercitarem o controle com a parte interna e externa, melhor brincadeira-exercicio para iniciação ao drible. (faço este jogo para crianças de 04 a 12 anos e todos adoram)

Faço constantemente um pique-bandeira de futsal, em que o objetivo ao invés de passar com a bandeira é passar com a bola. No pique-bandeira traicional basta correr com a bandeira até seu lado que o ponto é realizado, neste com a bola de futsal temos 2 possibilidades ; 1- conduzir a bola até seu campo (estimula a conduçao de bola em velocidade, visão de jogo, drible, imaginação, criatividade,...) para ser pego a outra equipe tem que tirar a bola de seu pés (desarme, marcação, velocidade,...) 2-fazer a bola chegar até seu campo realizando uma tabela ou lançamento, basta que estes fundamentos sejam realizados no campo adversário até algum jogador atravessar com a bola para seu campo. Este jogo trabalha bastante a aproximação, passes curtos, tomada de decisão e outras qualidades tanto para atacantes como para defensores. (faço este jogo entre 08 e 18 anos e todos adoram).

Espero ter ajudado.

Att, André

Por Edison Yamazaki
em 20-04-2012, às 03h09.

João,

"Atrasado é aquele que não chega". Cheguei três anos depois da sua proposta, mas também quero participar desse "pega-pega". A Claúdia tem razão... estamos habituados a trabalhar sozinhos, até porque somos apenas um em muitas escolas.

Vamos em frente com essa bonita proposta.

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