Psicologia do Esporte

Ponto de Encontro dos Profissionais, Estudantes e Pesquisadores

Entrar no Grupo

Essa comunidade migrou para o Facebook. Participe: https://www.facebook.com/groups/cevpsicologia/

Psicologia e Arbitragem



Bom dia a todos!

Segue mais uma noticia q certamente nos interessa!

Parece que mais uma vez a psicologia esportiva serve como recurso para "apagar o fogo" que já se espalhou. Mas penso q é mais uma boa oportunidade para o crescimento e reconhecimento da psicologia do esporte!

Sem duvida a intervencao psicológica com árbitros (e não só de futebol) tb é muito importante e nos abrirá muitas portas!

O que acham?

Abracoss,


Arbitragem admite crise emocional e vai ao divã; psicóloga da CBF atende via Skype Bruno Freitas 

Qual o sistema emocional que aguenta passar sem abalos por um pacote de pressão que inclui bate-bocas com jogadores, ofensas pesadas de torcidas e a necessidade de tomar cerca de 200 decisões rápidas, tudo isso em um espaço de duas horas? A função de árbitro está cada vez mais sujeita ao desgaste emocional e pede ajuda da psicologia. CBF e Federação Paulista já foram confrontadas a esta necessidade e contam hoje com profissionais da área para conter o stress que tirou de atividade um dos nomes da elite na última década e que já é comparado ao esgotamento de um alto executivo.

O gaúcho Leonardo Gaciba abandonou a arbitragem precocemente em 2010 graças a um esgotamento mental com consequências físicas que o tirou da briga para ir à última Copa do Mundo (veja mais a respeito na tabela abaixo).

Recentemente o debate se expandiu graças ao estudo do árbitro e psicólogo Mauro Viana pregando a necessidade de suporte desta natureza para a classe. Na briga para caminhar rumo à profissionalização da atividade, ou por uma condição que se aproxime disso, a Anaf (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol) reconhece a carência de auxílio psicológico na preparação de juízes de futebol. 

"A nossa função sofre mais pressões que um ser humano normal. Se um ser humano normal já precisa de um psicólogo, imagina o arbitro”, Marco Antonio Martins, presidente da entidade.  “Existe essa necessidade, a gente cobra da CBF, mas já acontece de alguma forma, ela tem uma psicóloga que dá atendimento aos árbitros. O problema é que estamos em um país continental com uma psicóloga só. Tem que ser por e-mail, por Skype. O ideal seria "tête-à-tête", mas já é um avanço", emenda.

São Paulo também conta com um profissional que trabalha durante o ano todo para acompanhar os árbitros do Estado. "São Paulo dá todo esse suporte. Esse profissional acompanha os treinamentos físicos, técnicos, está no campo de jogo. Por isso que temos gente apitando finais regionais em todo o Brasil, como o Sálvio (Spinola), o (Cleber) Abade, o PC (de Oliveira) e o (Wilson) Seneme", diz Arthur Alves Junior, presidente da Safesp, Sindicado dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo.

Comentários

Por Katia Rubio
em 15-06-2011, às 09h39.

Rafa

Só para informação. Há mais de 4 anos a Marta Magalhães, psicóloga do esporte, trabalha na CBF seriamente com o quadro de árbitros. O trabalho dela é muito respeitado e é uma pena que sozinha ela tenha que dar conta do quadro todo. O ideal é que houvesse outras tantas como ela para dar apoio a esses profissionais que fazem um "trabalho de alto risco e insalubridade".

Por Rafael Moreno Castellani
em 17-06-2011, às 18h42.

Sem dúvida Kátia! Parece que esse trabalho desenvolvido pelo Estado de São Paulo tb é muito bom!

Séria muito bom se pudessemos "multiplicar" essas boas experiencias! Até pq, como vc mesma enfatizou, o trabalho de árbitro é extremamente desgastante!

Para comentar, é necessário ser cadastrado no CEV fazer parte dessa comunidade. Clique aqui para entrar.


:-)





© 1996-2019 Centro Esportivo Virtual - CEV.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.