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Brasil Não Tem Conhecimento Para Formar Atletas de Alto Nível.



"Brasil não tem conhecimento para formar atletas de alto nível", diz especialista. (E ele está certo!!)

Para o professor da USP Marcos Neira, não é papel da escola treinar atletas. Na sua opinião, futuro olímpico do país passa pelas federações e confederações.

Matéria na integra:

http://www.redebrasilatual.com.br/educacao/2016/08/brasil-nao-tem-conhecimento-para-formar-atletas-de-alto-nivel-na-escola-2354.html

[]´s

Erik Ávila

Comentários

Por Aldemir José Ferreira Teles
em 26-08-2016, às 10h53.

A análise é interessante, mas conservadora, porque repete a visão crítico-superadora da educação física no Brasil, que perdura por mais de 30 anos, e está longe de se concretizar, de oferecer a resposta para a crise dessa disciplina desde que tomou conta da academia nos finais dos anos 1980. É um grande equívoco, ou tendenciosa a afirmativa que "A educação física brasileira na escola já foi exclusivamente esportiva e não alcançou o desempenho que tivemos agora." Que desempenho? O total de medalhas obtidos pelo país em 2016 não pode ser considerada do ponto de vista absoluto. É preciso relativiza-la. Uma análise mais profunda poderemos dizer que o desempenho é vegetativo. Se houver interesse real em conhecer o potencial brasileiro quanto a desempenho em olimpíada, consulte o documento do IPEA (2008). A escola não é, com certeza, o local adequado para formar atletas de alto rendimento; nem mesmo o local para "descobrir talentos", mas não há como negar que a escola é o local onde deveria ser universalizada a cultura esportiva, com todos os benefícios que podem ser auferidos para formação do aluno e da sociedade como um todo. Mas, da mesma forma que não temos conhecimento para formar atletas de alto nível, também não o temos para formar escolares para uma cultura esportiva.

Por Leandro Campos Lemes
em 26-08-2016, às 12h49.

Boa tarde.

Concordo com as palavras do Sr. Aldemir. o que devemos fazer é através das aulas de educação física apresentar diferentes esportes olímpicos e paralímpicos e dar oportunidade e estrutura para que as escolas criem equipes em horários extracurriculares e através dessas equipes federações e confederações apresentarem um plano para que os atelntos apresentados tenham espaço e local para um melhor desenvolvimento.

Devem parar com esse pensamento pequeno que algumas universidades úblicas apresentam em relação a educação física, digo isso após a participação em um seminário onde ouvi propostas absurdas e quando confrontadas não eram respondidas.

Paremos com as mesmas desculpas de sempre, desculpas de 30 anos atrás sem nenhuma proposta concreta e sim querendo fazer uma desconstrução do papel da educação física. 

Por Aldemir José Ferreira Teles
em 26-08-2016, às 15h33.

Boa tarde Leandro,

Isso mesmo, a educação e, em particular a educação física no Brasil anda na contramão das sociedades desenvolvidas. Pelo menos três documentos internacionais publicados recentemente, quando sugerida a leitura para alguns colegas, eles dão de ombro ou fazem olha de paisagem. Como exemplo temos a nova Carta Internacional para a Educação Física, Esporte e Atividade Fïsica, publicada em 2015, a qual o Brasil é signatário; e Educação Física de Qualidade; ambos os documentos foram publicados pela UNESCO. Mais recentemente, no mês de julho passado, foi publicado o Consenso de Copenhague, um estudo que reuniu especialistas de toda Europa. Portanto, não é por falta de evidências que a EF e o conteúdo esporte não são valorizados nas nossas escolas.

 

Por Leandro Campos Lemes
em 26-08-2016, às 16h14.

Boa tarde Profº Aldemir.

Concordo plenamente. A Educação, a Educação Física e o país querem andar na contramão do desenvolvimento. Fica mais fácil dar de costas para esses documentos fantásticos da Unesco e o Consenso de Copenhangue do que assumir que a proposta atual é chata e fora de contesto para os alunos. Bem trabalhado podemos colher grandes frutos, tanto na formação de futuros atletas como na de futuros cidadãos educados pelo esporte.

O que me preocupa muito é que muitos com pensamentos antigos são formadores de futuros professores.

Att.

Por Adriano Vretaros
em 26-08-2016, às 16h44.

Concordo em tese, com os argumentos supramencionados. Não sou o dono da verdade. Todavia, gostaria de elencar alguns fatores que poderiam alavancar o nosso país no quesito formação de base e treinadores aptos a uma grande diversidade de esportes: 1) valorização dos técnicos brasileiros, 2) formação de uma Escola Brasileira de Treinamento Desportivo e 3) implantação de uma Política Nacional Esportiva. 

Um artigo simples que redigi e, comenta essas variáveis, encontra-se no LINK, a saber:  http://adrianovretaros.blogspot.com.br/2016/08/jogos-olimpicos-rio-2016-e-o-futuro.html

Por Roberto Affonso Pimentel
em 26-08-2016, às 17h24.

Aldemir, Leandor, professor Marcos G. Neira, este autor da entrevista e vinculado à universidade de São Paulo (usp) e, além disso, coordenador do grupo de pesquisa em educação física escolar.

A verborragia acadêmica contamina quase todos os ambientes no país. Esquecem-se seus autores, que a sociedade não se curva à falta de inteligência e aos lobies a que estão implantados nas universidades, especialmente as públicas. 

Pior de tudo, não se apercebem do mal que produzem e permanecem a dizer coisas que, no final, depõem contra os próprios. Jà foi dito por diversos especialistas, que as faculdades de Educação, ou Pedagogia, não cumprem o seu papel, mas se limitam a salvaguardar seus partícipes de qualquer ameaça ao seu status. Permanecem alheias aos anseios de mudanças na Educação, e "fielmente", cumprem um currículo jurássico, i.e., quando o cumprem. Perguntem a qualquer recém-formado em Ed. Física o que aprenderam de Psicologia Pedagógica em seus cursos!

O sujeito que "decora" e presta um concurso para cátedra, mestrado ou doutorado, não é maior ou mais bem preparado para ensinar, e muito menos para formar professores. Não têm o mínimo exigido de prática que pudesse corresponder a um pequeno ensinamento, até intuitivo, do que seja "aprender a ensinar".

Fiz um curso de Ed. Física na antiga ENEFD (atual UFRJ) e formei-em em 1967. No ano seguinte, um pós graduação em Técnica de Voleibol. De ambos, tenho as piores recordações, uma sensação de perda de tempo, pois foram praticamente nulo o meu aprendizado. Em 1968, prestei concurso para professor de Ed. Fisica da Escola Naval (1º  no Brasil) e tive sucesso, muito embora tenha declinado de tomar posse. Vários professores da ENEFD não conseguiram sucesso, apesar de anos de cátedra. E por quê?

Em suma: a universidade deveria servir à sociedade, mas só tem olhos para o próprio umbigo. Despejam no mercado milhares de jovens mal formados todos os anos, e ainda convencidos de que realizaram um bom trabalho, acham-se no direito de formular diretrizes comportamentais. Tenho certeza de que nenhum deles sobreviveria no mercado de trabalho caso se desligassem de seus postos. Como sempre disse, salvo algumas exceções. a maioria está ali porque não conseguiriam nada na vida. E daí o lobi que construíram com eficiência secular para se proteger até a aposentadoria .

Sempre que me reportei às universidades e às escolas - públicas e privadas - fui peremptoriamente rejeitado ou blindado. Não me permitiram siquer dez minutos de prosa a respeito do ensino universitário em Psicolodia pedagógica. Quando toquei em "teoria mielínica" (neurologia), parece que falava grego. O que dizer de pedagogos em pleno séc. XXI! 

Vejam minhas propostas que venho vinculando aqui no CEV e no blogue Procrie - www.procrie,com br - a respeito do uso da Psicologia pedagógica para atividades físicas em escolas. Mais ainda, acrecento outras novas disciplinas - design thinking, neurologia, música, TICs - muito atuais e essenciais. 

Estarei enviando o projeto para as Universidades de Harvard e Stanford (EUA), para o Vaticano, para o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), e Comité Olímpico Internacional (COI). Afora, as diversas Fundações e Instituições brasileiras que se reportam à Educação. 

Será que a usp se interessaria? Eo seu grupo de pesquisas em educação física escolar?

Peço desculpas aos Cevnautas pelo desabafo"

Por Erik ávila
em 26-08-2016, às 18h03.

Prezados amigos,

O intuito do texto e da entrevista do nobre professor foi justamente esse, de fomentar o debate.

Creio que cada fala (escrita) apresentada demonstra um pouco de razão em cada uma delas.

Passados os Jogos Olímpicos Rio 2016, creio ser esse o momento de nos unir e juntar os pedaços, estejam eles onde estiverem. Não vejo necessidade de dizer que este ou aquele está certo, ou errado. Apontar culpados sempre foi (e sempre será!) o mal do brasileiro.

Colher as informações e compilá-las faz-se necessário para definirmos os papeis e arregaçarmos as mangas para botarmos as melhores práticas em ação.

Vejam, o texto do Prof. Marcos não está de todo errado. Consultem, apenas 4,5% das escolas tem estrutura completa, se levarmos em conta os aspectos esportivos, essa porcentagem cai ainda mais... como, dentro da escola formaremos bons técnicos?? Devemos sim, dar a base lúdica, lazer e de esportes as nossas crianças, ai sim, a colheita começaria.

O que consigo verificar é que falta uma "escola de treinadores", daí sim o papel das Federações e Confederações, em parceria com os Clubes seriam importantes. Nada impede que esse técnico seja o professor da escola onde tudo começa, devendo ter, pelo menos, oportunidade.

O Comitê Olímpico do Brasil, através do seu Instituto Oímpico Brasileiros, começou algo nesse sentido, mas muito tardiamente, MUITO.. e creio eu, não haverá continuidade, deixando novamente aberta essa lacuna. Muito se falou, ainda se fala, e muito se falará a respeito das medalhas, mas não se abre o debate para como isso será perpetuado.

Estamos assistindo diariamente atletas participantes dos JJOO Rio 2016 pedindo baixa (usando o jargão das Forças Armadas!), e a continuidade?? De onde vem?? Para onde vai?? QUEM vai levar a cabo essa continuidade?? Os recursos estarão minguando a partir de agora e grande parte dos técnicos de sucesso são estrangeiros. A quem devemos cobrar?? A escola?? Lembrem-se, falamos no texto do Prof. da USP de TÉCNICOS e não de atletas.

Vamos continuar o debate, adorei ver tantos depoimentos!! Obrigado a todos.

[]´s Erik Ávila

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