Tecnologia no Esporte
Discussão da tecnologia dentro do esporte, seja na prática esportiva, melhora da performance, equipamentos, ou no uso de softwares para Gestão de Clubes, Arenas, Federações
Por Laercio Elias Pereira
em 22-12-2009, às 21h54.
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4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Sociedades Científicas
Pessoal, nossas sociedades científicas e programas de pesquisa e pós-graduação estão antenadas para participar desta 4ª Conferência? Laercio
JC e-mail 3916, de 22 de Dezembro de 2009.
1. SBPC e sociedades científicas debatem 4ª CNCTI com Ministério da C&T
Entidade receberá as propostas de suas sociedades filiadas para a 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que acontecerá em maio do próximo ano
Com o objetivo de articular propostas e ideias a serem discutidas na 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (4ª CNCTI), que será realizada em maio em Brasília, membros da diretoria e do conselho da SBPC se reuniram nesta segunda-feira (21/12), em São Paulo, com o secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Luiz Antônio Rodrigues Elias.
Participaram também do encontro representantes de várias sociedades científicas vinculadas à SBPC. Durante o encontro ficou acertado que a entidade receberá as propostas de suas sociedades filiadas, vai sistematizá-las e encaminhá-las aos organizadores da conferência, para que sejam incorporadas à programação do evento.
Segundo o presidente da SBPC, o matemático Marco Antônio Raupp, a reunião foi o primeiro passo para articular as sociedades científicas, a diretoria e o conselho da SBPC para propor idéias consistentes sobre a performance e o futuro do sistema brasileiro de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) e levá-las para a conferência.
"Agora vamos consolidar as propostas da comunidade científica e encaminhá-las aos organizadores do evento", explicou. "Temos de chegar à Conferência com propostas estabelecidas e consensuadas." As ideias preliminares da SBPC deverão ser encaminhadas ao MCT até o dia 20 de janeiro.
Elias abriu a reunião fazendo uma apresentação da conferência, que terá como tema central Política de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável. Ele lembrou rapidamente das três conferências anteriores, realizadas em 1985, 2001 e 2005, e disse que a de 2010 se propõe a agregar a sustentabilidade ao que foi discutido nas precedentes. Além disso, vai tratar de estratégias que possibilitem alcançar a estabilidade necessária às ações em CT&I, por meio de uma política reconhecida como de Estado, e não apenas de governo.
A 4ª CNCTI foi convocada por Decreto Presidencial de 3 de agosto de 2009 e deverá ser realizada entre os dias 26 a 28 de maio de 2010. Antes disso, até março, serão realizadas cinco conferências regionais (Centro-Oeste, Norte, Nordeste, Sul e Sudeste), de caráter preparatório à Conferência Nacional.
"A CNCTI abordará temas sob a ótica das quatro prioridades estratégicas do Plano de Ação em CT&I para o Desenvolvimento Nacional 2007-2010: Sistema Nacional de Ciência Tecnologia e Inovação; Inovação Tecnológica nas Empresas; Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Áreas Estratégicas; e Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Social", explicou Elias. "Além disso, analisará os resultados do Plano de C,T&I e o estado do setor no Brasil com vistas a propor recomendações para o Plano de Ação 2011-2014."
Em torno da sustentabilidade, a Conferência tratará de amplo leque de temas, a serem definidos por subcomissões e grupos de trabalho constituídos com a participação das comunidades científica e tecnológica, acadêmica, empresarial e governamental, bem como do terceiro setor. Esses comitês buscarão identificar não apenas os temas mais relevantes, mas também estudos já realizados e especialistas que possam desenvolvê-los e aprofundá-los.
Além disso, a 4ª CNCTI vai se preocupar também com o futuro, pensando para daqui a dez anos sobre os desafios de hoje, tais como a utilização sustentável da biodiversidade, mudanças climáticas, energia, recursos naturais, desigualdades regionais, educação científica de qualidade em todos os níveis, uso da ciência e tecnologia para o desenvolvimento social, entre outros. Isso irá requerer uma estrutura flexível, que permita a inclusão de temas que venham a ser sugeridos pela própria dinâmica das discussões, mas que respeite uma estrutura lógica de fácil assimilação.
Entre os participantes da reunião desta segunda-feira na sede da SBPC estava a presidente da Sociedade Brasileira de Química (SBQ), Vanderlan Bolzani, que expôs algumas preocupações de seus colegas e que gostaria de ver abordadas na conferência. Entre elas, a legislação atual, que, segundo Vanderlan, não condiz com uma política de inovação.
"Por causa do marco regulatório de hoje, o empresariado não investe em inovação", disse. A presidente da SBQ citou ainda a questão do aproveitamento dos doutores formados nas universidades, que hoje são absorvidos pelo setor público e não pelas empresas.
A ex e o atual presidente da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe), Dora Ventura, que é conselheira da SBPC, e Luiz Eugênio de Moraes Mello, falaram da necessidade de o Brasil dar maior importância à cooperação internacional na área de CT&I. "É um momento de internacionalização da nossa ciência", disse Mello. "Devemos estreitar nossos laços com outros países."
Para Eduardo Moacir Krieger, que representou a Academia Brasileira de Ciências (ABC) na reunião, é importante que a conferência consolide a ideia de que as áreas de CT&I devem ter uma política de Estado e não de governo. Para isso é necessário que todos os ministérios, e não apenas o de Ciência e Tecnologia, participem de um programa nacional para o setor. "Temos que sair da Conferência com a idéia de que o plano é de todos os ministérios", explicou. "Temos que sair da boa vontade para alguma coisa que seja institucional."
Elias encerrou sua apresentação enumerando alguns desafio da CT&I no Brasil, entre os quais fazer com que elas se tornem efetivas componentes do desenvolvimento sustentável, com atividades de PD&I nas empresas e incorporação dos avanços nas políticas públicas.
Também é necessário, segundo o secretário executivo do MCT, criar mais instituições de pesquisa, melhorar o marco legal e agilizar e desburocratizar os processos da área. "O desafio da 4ª. CNCTI, por sua vez, é debater essas dificuldades e contribuir para superá-las", concluiu.
(Assessoria de Imprensa da SBPC)
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