Tecnologia no Esporte
Discussão da tecnologia dentro do esporte, seja na prática esportiva, melhora da performance, equipamentos, ou no uso de softwares para Gestão de Clubes, Arenas, Federações
Por Leopoldo Gil Dulcio Vaz
em 04-11-2010, às 09h19.
Nenhum comentário. Deixe o seu.
Copa do Mundo e Olimpíadas Exigem Gasto com Educação e Infraestrutura
Com Copa do Mundo e Jogos Olímpicos na agenda dos próximos anos, o futuro governo terá de superar desafios em educação, alto rendimento e infraestrutura.
METAS DO ESPORTE NO NOVO GOVERNO
| Educação |
| Aprimoramento do papel da educação física |
| Descentralização dos investimentos em escolas |
| Implantação de um projeto único e coordenado |
| Alto rendimento |
| Controle sobre a gestão do alto rendimento no país |
| Qualificação profissional dos treinadores |
| Atenção para mais modalidades esportivas |
| Infraestrutura |
| Criação de centros de aprimoramento técnico |
| Atenção à criação dos possíveis elefantes-brancos |
| Implantação de infraestrutura aeroportuária e de mobilidade urbana adequadas à agenda atual |
Essas três esferas são fundamentais para abrigar megacompetições como as previstas para o país em 2014 (Copa do Mundo) e 2016 (Olimpíadas). Outro aspecto importante é o combate à corrupção. O mandato presidencial é válido até o ano da Copa do Mundo, mas será preciso deixar o projeto para as Olimpíadas bem encaminhado para o próximo mandato.
"Tem de tomar conta para que o superfaturamento do Pan-2007 não ocorra em proporções muito maiores nos dois eventos. Se eles deixarem o barco correr solto, vai ser um escândalo financeiro muito maior", diz Alberto Murray Neto, integrante do Tribunal Arbitral do Esporte, em Lausanne, última instância do mundo da justiça esportiva, ex-membro do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e um dos maiores críticos ao modelo de gestão esportiva do país atualmente.
Educação
A explicação para um grande investimento público no esporte é o benefício que a prática de alguma atividade pode trazer para pessoas de todas as idades. Aproveitando a atenção que a Copa e as Olimpíadas geram, o governo pode tornar o incentivo ao esporte uma política pública e usá-lo como mecanismo de ação social.
"O esporte tem de chegar a mais pessoas, e o governo tem de ajudar nisso. Uma cidade como o Rio de Janeiro, por exemplo, ganharia muito se tivesse espaços com pessoas praticando esporte", afirma Ana Moser, ex-atleta de vôlei e integrante da ONG Atletas pela Cidadania, que defende o conceito.
A ideia mais difundida é que as escolas precisam dar mais estímulo ao esporte, equiparando, por exemplo, a educação física às demais disciplinas. "Até o ensino fundamental, a maior parte das crianças está nas escolas municipais. Então você tem de qualificar o profissional da cidade", declara Ana Moser.
Alto rendimentoO sucesso no uso do esporte como ferramenta educacional e social também pode estimular novos talentos esportivos –já que o universo de praticantes aumentará. Com isso, o desafio do novo governo será otimizar a descoberta de atletas e encontrar soluções para tratar a parte mais alta da pirâmide, atletas de alto rendimento.
"Na medida em que o governo federal paga os custos do esporte, acho natural que haja uma prestação de contas por parte de quem recebe esse dinheiro", disse Murray Neto. O advogado também defende a tese de que, além de metas (como as estabelecidas pelo governo federal no mês passado de ser top-10 em 2016), o poder público, na condição de mecenas do setor, exija renovação nas confederações e no Comitê Olímpico Brasileiro.
Recentemente, o UOL Esporte apurou que o governo federal vai investir mais de R$ 4,5 bilhões no esporte até o fim do atual ciclo olímpico. O montante ratifica a posição do poder público como grande provedor do setor.
OPINIÃO DOS ESPECIALISTAS
Presidente, uma missão: desburocratizar o esporte
Erich Beting. Leia mais
Primeira missão é aprovar a Autoridade Pública Olímpica
José Cruz. Leia mais
Infra-estruturaO legado mais visível da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos também precisa de atenção. Aparelhos esportivos serão construídos em todo o país para atender às necessidades das duas competições.
A maior preocupação é com o uso posterior desses espaços. Estádios milionários para a Copa do Mundo, por exemplo, serão erguidos em praças pouco tradicionais, como Cuiabá e Manaus. Em outras, como Pernambuco, os clubes locais ainda não definiram se utilizarão a arena do Mundial.
Nas Olimpíadas, o eleito terá de evitar que problemas dos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, que teve estouro de orçamento e atrasos em obras sucessivos, se repitam. A maioria das instalações construídas para a competição está subutilizada, com poucas competições e fechada para o uso público.
Além disso, os dois megaeventos exigem melhora na infra-estrutura urbana das cidades. Os aeroportos do Rio de Janeiro, por exemplo, precisam ser melhorados para 2014, já que a final do Mundial será lá, mas principalmente para 2016. Em São Paulo, o desafio é o mesmo.
Uma das principais preocupações da Fifa é o caos aéreo. E a entidade já considera dividir as sedes de maneira que o turista tenha de viajar o menos possível dentro do Brasil.
A mobilidade urbana é outro problema, e a cidade de São Paulo é o maior exemplo disso. A decisão sobre que estádio vai abrigar a sede paulista anda lado a lado com a ampliação do metrô na capital. Inicialmente, os planos de expansão passavam pelo Morumbi, estádio que foi vetado para a Copa. Agora, com a inclusão do estádio do Corinthians em Itaquera na discussão, ideias de como tornar o extremo leste da cidade mais acessível aos turistas também virão à tona.
O mesmo acontecerá no Rio de Janeiro, que precisa ampliar a oferta de transporte público se quiser que a realização das Olimpíadas não cause um caos no trânsito carioca. E tudo isso só será conseguido com financiamento federal.
Comentários
Para comentar, é necessário ser cadastrado no CEV fazer parte dessa comunidade. Clique aqui para entrar.

