Tecnologia no Esporte
Discussão da tecnologia dentro do esporte, seja na prática esportiva, melhora da performance, equipamentos, ou no uso de softwares para Gestão de Clubes, Arenas, Federações
Por Leopoldo Gil Dulcio Vaz
em 04-11-2010, às 09h12.
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Indústria do Esporte Necessita de Qualificação Para Atender Grandes Eventos
Indústria do esporte necessita de qualificação para atender grandes eventos Fonte: Jornal de Barretos.com.br
A expectativa da realização de dois dos maiores eventos esportivos do mundo já não é novidade para os brasileiros. A questão agora são as necessidades que precisam ser cobertas para absorvê-los. E isso agora tem ocupado tempo generoso dos organizadores, governo e iniciativa privada.
A construção das arenas tem liderado as discussões. Daqui a pouco vão entrar a fundo na questão da infraestrutura de transporte – embora pitadas sobre o assunto vêm aparecendo rapidamente por meio da mídia.
Dentro desse debate, porém, um tema que não tem participado da pauta, mas possui muita importância e necessita ser tratado devido a sua influência, é a qualificação dos profissionais que atenderão às demandas da época dos acontecimentos e do legado.
Ainda não há como dimensionar quantos profissionais serão necessários para estes dois megaeventos. Mas, de acordo com o Governo Federal, teremos que qualificar cerca de 300 mil profissionais no Brasil somente para a Copa de 2014. É muita gente para capacitar até lá.
O fato é que de medicina a gestão dos negócios, precisaremos de pessoas especializadas em áreas diversas do esporte que até bem pouco tempo eram desconhecidas e pouco estruturadas por aqui.
Precisamos de profissionais preparados a tempo. A Copa das Confederações de 2013 – uma espécie de ensaio para a Copa do Mundo – vai demandar isso daqui a pouco. Faz-se necessário colocar o assunto na mesa porque em outras áreas – sem ou com megaeventos esportivos – há também indícios de falta de profissionais qualificados para suprir as demandas do desenvolvimento acelerado.
Cursos vêm surgindo no país a reboque da aproximação dos eventos esportivos. Há gente interessada. Mas ainda falta ação mais concreta de transformar a prática em um projeto de resultado factível e de acordo com as necessidades de cada segmento esportivo envolvido com a Copa do Mundo e as Olimpíadas.
Acima de tudo, é preciso definir esse plano para que a educação seja igualitária, de resultado e atenda aos interesses do país em um futuro mais longo do que 2016. O momento é de recuperar o atraso para transformar o esporte brasileiro em uma potência nos negócios, na alavanca social e na competitividade dentro do contexto mundial.
Estádios modernos e equipados, trem bala funcionando perfeitamente e mobilidade urbana a contento são tópicos desejosos de todos. Mas sem gente para gerir, integrar, fazer funcionar e combinar tudo isso com a premência dos acontecimentos esportivos não há como se acreditar que estaremos realizando um ótimo trabalho.
Por Fernando Trevisan
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