Tecnologia no Esporte
Discussão da tecnologia dentro do esporte, seja na prática esportiva, melhora da performance, equipamentos, ou no uso de softwares para Gestão de Clubes, Arenas, Federações
Por Leopoldo Gil Dulcio Vaz
em 14-09-2009, às 18h24.
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Sensação e Percepção na Relação Informação e Conhecimento
Estou replicando mais uma do Aldo tirado do http://avoantes.blogspot.com/ Sensação e percepção na relação informação e conhecimento

Para instrumentar e delimitar o pensamento subsequente defino o conceito de informação como sendo:
Conjuntos simbolicamente significantes com a competência e a intenção de gerar conhecimento no indivíduo em seu grupo e na sociedade.
Assim a informação fica qualificada como um instrumento modificador da consciência do homem e de seu grupo social. Deixa de ser uma qualidade para reduzir incerteza, para ser a própria qualidade em si.
Fica estabelecida uma essência que é a existência da relação entre informação e conhecimento, que só se realiza se esta for percebida e aceita como tal.
Passa a existir na minha reflexão uma condição estética daquela essência relacional que é a sensibilidade para apreender a informação, a emoção que tenuemente precede a percepção e representa o sentimento da momentaneidade de um sentir o mundo.
Os sentidos são a interface para apreender o percebido. Dá-nos uma concepção dos objetos e uma confiança em sua existência, mas com uma sensação que precede a percepção. A sensação que tenho ao admirar a obra de arte direciona a individualidade perceptiva e leva a apropriações individualmente diferenciadas. Aqui a linguagem se encontra com sua interface.
A linguagem como um código permeia a condição humana já a escrita como interface é uma tecnologia moderna e não existem muitos sistemas de escrita. A escrita como a manifestação gráfica de uma língua se flexiona no tempo e no contexto.
Só a informação inscrita, linear ou digital, tem lugar no continuum do perceber ao conhecer. A inscrição se revela na plasticidade de uma obra gravada em alguma forma de escrita e ela permite a conexão gráfica entre gerador e receptor, desde que os dois a possam traduzir.
Nossas mentes forjadas em uma existência oral não lidam bem com os registros da escrita e a assimilação pela tradução do código implica em redesenhar cadeias de pensamento integrando novas conexões, vinculações virtuais e qualidades cognitivas.
A percepção da escrita é complexa e envolve decodificação, recognição e interpretação. Abrange uma configuração mental com a participação de atributos específicos de avaliação, memória, signos, significantes e significados. Uma sucessão de eventos que se ajustam, para entender o significado.
Esta apreensão se dá em um momento do presente em confluência com o passado e na perspectiva do futuro. Mas na realidade virtual, a percepção está em um tempo online em uma velocidade sem distância e a interiorização acontece em um presente imponderável, pois a coisa toda faz com que passado e o futuro como que desabem no presente, de tempo real, para a assimilação dos conteúdos. Uma vivência em um presente que é a soma de todos os tempos.
Ali se processa um conjunto de atos voluntários, pelo qual o indivíduo reelabora o seu mundo modificando seu universo de conteúdos simbólicos. É o inicio do algo que nunca iniciou antes, mas que encadeará em uma consequência, ainda que, o continuum iniciado não finalize em uma realização. O conhecimento é uma onda formada e acabada em milissegundos. Por isso se evapora no momento de sua geração.
Para que o conhecimento opere é necessária a transferência dos significados simbólicos para a realidade dos receptores em uma conjuntura favorável de interação. Nesse momento nada é menos global que a informação, pois nada é mais, privado e individual que a sensação que precede a sua assimilação. Um processo diferenciado para cada receptor, um lugar individualizado para o significado que lhe é destinado.
Aldo de Albuquerque Barreto
Súmario da publicação em Colunas no DataGramaZero v.10 n.4 ago/09
http://www.dgz.org.br/ago09/F_I_com.htm
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