A Educação Física na Educação Básica: Proposta de Conteúdos na Perspectiva de Professores-pesquisadores

Por: , , e Tiemi Okimura.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

Quando refletimos a respeito do que deve ser ensinado na Educação Física (EF)
durante a Educação Básica, deparamo-nos com dúvidas e incertezas, oriundas de
uma realidade complexa e repleta de paradoxos. Os professores passaram por tipos
de preparação inicial cujos currículos foram tradicionais, esportivizados ou até mesmo
científicos, que não permitiram prever de que maneira estariam organizados os
conteúdos da EF. Essa carência reflete a ausência de propostas que contemplem a
EF em todos os ciclos da Educação Básica. O objetivo deste trabalho é apresentar
uma proposta preliminar de sistematização de conteúdos que abrangem temas das
diferentes tendências em EF escolar. A coerência de tal proposta se fundamenta em
dois métodos: análise de conteúdos e pesquisa-ação, considerando a experiência de
professores-pesquisadores atuantes em escolas públicas e particulares na cidade de
São Paulo e seus respectivos planejamentos. Os professores-pesquisadores
estabeleceram um cronograma de encontros e elaboraram um planejamento. Alguns
questionamentos iniciais levaram o grupo a refletir e discutir sobre critérios para
seleção de determinados conteúdos, bem como suas relações com as experiências e
expectativas dos alunos. Uma das primeiras tarefas foi apresentar possíveis temas
que fossem relevantes na EF de crianças e adolescentes. Posteriormente, os conteúdos
foram apresentados, debatidos e organizados seguindo um critério de complexidade
em 4 blocos temáticos: elementos culturais, movimentos, aspectos pessoais/
interpessoais e demandas ambientais. O resultado dos encontros para o planejamento
coletivo demonstrou que os professores, ao pesquisarem e refletirem sobre sua
prática pedagógica, conseguiram ampliar a compreensão das próprias ações,
considerando o planejamento como um processo necessário para intervir na realidade,
ainda que as intenções expressas nos currículos de preparação inicial e o cotidiano
das escolas estejam muito distantes. Consideramos que para aproximar a preparação
docente da intervenção cotidiana é essencial que o currículo das Instituições de
Ensino Superior seja pautado pelo ensino reflexivo desde o início. Concluímos que
o planejamento coletivo pode minimizar a lacuna entre as intenções e as ações,
suprindo a necessidade permanente de reflexão dos professores.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/71_Anais_349.pdf

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