Atividade de Aventura e Meio Ambiente

Por: Alipio Rodrigues Pines Junior, , Divaldo de Stefani, Marcia Regina Royer, Tatyanne Roiek Lazier e .

VIII Congresso Brasileiro de Atividades de Aventura - CBAA

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Resumo

A Política Nacional de Educação Ambiental, lei n° 9.795, de 27 de abril de 1999 diz que a educação ambiental escolar deve ser desenvolvida a partir da educação básica até o ensino superior, percorrendo a educação especial, profissional e a educação de jovens e adultos. Segundo consta na lei, a educação ambiental deverá ser desenvolvida como uma prática educativa integrada, contínua e permanente em todos os níveis e modalidades do ensino formal e que a dimensão ambiental deve constar nos currículos de formação de professores, em todos os níveis e disciplinas. Em decorrência dessa lei, cabe à Educação Física, assim como as demais áreas de conhecimento, não apenas biólogos, trabalhar o tema meio ambiente. Ao contrário do que se pratica muitas vezes, meio ambiente não é apenas o aspecto ecológico, tratando da reciclagem e preservação de recursos naturais. Seria praticar o mais ingênuo e primário reducionismo. Meio ambiente envolve aspectos políticos, éticos, econômicos, sociais, culturais, tecnológicos e ecológicos. Dentro desta perspectiva, o objetivo deste trabalho foi relacionar as atividades de aventura na disciplina de Educação Física Escolar, pela ótica dos Parâmetros Curriculares Nacionais, a fim de ser trabalhar o tema transversal: Meio Ambiente. Os subsídios do trabalho ocorreu por meio de revisão bibliográfica. Na perspectiva de Marinho e Schwartz (2005), as atividades de aventura no meio natural parecem estar encontrando eco, ainda que tímido, junto ao contexto educativo, podendo ser devido a necessidade de se abordar a Educação Ambiental nas aulas de Educação Física. Verifica-se nos Parâmetros Curriculares Nacionais (1997), um apontamento de algumas temáticas a serem trabalhadas pela Educação Física, entre elas, o meio ambiente. Rodrigues e Darido (2006) relatam que olhar o meio ambiente e toda a sua complexidade a partir das aulas de Educação Física é tarefa extremamente delicada, dada à abrangência e a profundidade das temáticas. Os autores supracitados, ainda falam sobre a procura dos esportes de aventura na escola, dizendo que nota-se uma crescente tendência na busca dos esportes de aventura, o que pode carregar valores que retratam uma nova dimensão do relacionamento do homem com a natureza. Em suas considerações, Rodrigues e Darido (2006), apontam que o esporte de aventura, quando realizado junto a natureza, representa mais uma possibilidade de aproximação entre o indivíduo e o meio onde vive, devido a interação com os elementos naturais e as suas variações como sol, vento, montanha, rios. Desencadeia uma atitude de admiração, respeito e preservação. Por conseguinte, pode-se entender que a educação ambiental poderá ser desenvolvida como uma prática educativa integrada com a Educação Física pois nas atividades de aventura, o professor tem a função de mediador na construção do respeito mútuo, responsabilidade, solidariedade, confiança, conscientização, mudança de comportamento, ética, preservação dos recursos naturais, entre outros, os quais fazem parte da Educação Ambiental na defesa da qualidade de vida. 

Endereço: http://cev.org.br/biblioteca/anais-do-viii-congresso-brasileiro-de-atividades-de-aventura-cbaa

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