Efeito da Caminhada Prolongada Sobre a Cinemática da Marcha de Idosos Ativos e Sedentários

Por: Emmanuel Souza da Rocha.

72 páginas. 2016 25/02/2016

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Resumo

Com o aumento da expectativa de vida e do número de pessoas idosas no mundo, é cada vez maior o interesse em buscar estratégias para melhorar a qualidade de vida dessa população, o que envolve reduzir o risco de quedas. Muitas das atividades que visam reduzir as quedas em idosos são realizadas em condições que de fato oferecem riscos de quedas. Uma das intervenções mais discutidas e recomendadas para prevenção de quedas nos idosos é o exercício físico. O exercício de caminhada é o mais procurado pela população idosa como uma estratégia para cuidar da saúde, geralmente em sessões de pelo menos 30 min de duração. Entretanto, o exercício prolongado leva a situações de fadiga e cansaço no idoso. Essa situação pode levar ao aumento da variabilidade da marcha, o que por sua vez aumenta o risco de quedas. Apesar destes efeitos agudos, a prática de exercícios em longo prazo pode reduzir a variabilidade da marcha, corroborando a um menor risco de queda em idoso. Mas uma única sessão de exercício prolongado tem o mesmo efeito, ou poderia levar a um aumento agudo da variabilidade e, portanto, levar a um aumento no risco de quedas? Poderia qualquer efeito agudo ser diferente entre idosos sedentários e idosos fisicamente ativos? O objetivo deste estudo é determinar o efeito agudo de uma sessão de caminhada prolongada de 30 min em esteira sobre a cinemática da marcha de idosos. Para responder essas questões, selecionamos 30 idosos, por conveniência, que foram separados em sedentários (n=15) ou fisicamente ativos (n=15). Comprimento e cadência do passo e passada, largura do passo e suas variabilidades foram determinadas bilateralmente por cinemetria, e comparadas entre grupos considerando dados de ambas pernas em três diferentes momentos da sessão de caminhada, em velocidade preferida. Encontramos maior comprimento de passo e passada em idosos ativos, com variabilidade similar entre os grupos. Assimetrias não foram observadas para nenhum grupo. Embora a cinemática da marcha em esteira diferencie idosos fisicamente ativos de idosos sedentários, 30 minutos de caminhada em velocidade preferida parece não adicionar risco adicional de quedas como representado pela variabilidade da cinemática do passo e da passada. Palavras-chave: marcha na esteira, marcha assimétrica, fadiga, risco de quedas

Endereço: http://w3.ufsm.br/ppgedf/

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