Julgamento Verbal de Distância Por Indivíduos Idosos: Impacto da Condição Física

Por: , Juliana Martins de Souza, Márcia Cozzani e Marina Cavicchia.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

A percepção do espaço depende da integração das informações sensóriomotoras sendo que, durante o processo de envelhecimento, essas informações
podem ser alteradas tanto em acurácia como em otimização do seu uso durante
atividades motoras. Este estudo teve como objetivo verificar se as experiências
sensoriais, adquiridas através da condição de participação em atividade física,
interferem na realização de tarefas de julgamento verbal da distância egocêntrica
por indivíduos idosos. Para tanto, participaram deste estudo 60 idosos com
idades acima de 60 anos, sendo 30 ativos e 30 sedentários. A média de idade
dos participantes ativos foi de 65,6 ± 4,6 anos e a dos participantes sedentários
foi de 67,5 ± 5,7 anos. Os 60 participantes convidados a participar deste estudo
foram agrupados em 3 grupos independentes que constituíram 3 bases
(caminho a ser percorrido): 1) base de 5 m; 2) base de 10 m; 3) base de 15 m.
Assim, em cada base a tarefa foi realizada por 20 participantes, sendo 10 idosos
do grupo ativo e 10 idosos do grupo sedentário. Quatro alvos foram colocados
em diferentes distâncias (8, 13, 20 e 30 metros) a partir do ponto inicial 0,
formando um ângulo de aproximadamente 65° com a base. A análise psicofísica
sobre o julgamento da distância incluiu o cálculo do expoente (n) (índice de
sensibilidade) no início e no final da trajetória. Os valores dos expoentes obtidos
foram analisados através do teste - t de Student para amostras correlacionadas
com os expoentes individuais emparelhados ao expoente representativo da
constância perceptual (1.0). No início da trajetória, a prova estatística t de
Student indicou constância perceptual tanto em idosos ativos como sedentários
em todas as bases. Ou seja, a ausência de significância indicou que o expoente
encontrado não diferiu do expoente igual a 1.0. No final da trajetória, a prova
estatística t de Student indicou constância perceptual em idosos ativos nas
bases de 5 e 15 metros e em idosos sedentários nas bases de 5, 10 e 15 metros.
Os idosos ativos da base de 10 metros apresentaram uma subconstância
perceptual. Assim, não houve diferença significativa entre os grupos, portanto
a atividade física não foi uma variável determinante neste tipo de tarefa. Apoio
financeiro: CAPES

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/62_Anais_p235.pdf

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