Nível de Atividade Física e Composição Corporal de Pescadores em Colônias Pesqueiras no Estado do Tocantins

Por: Erika da Silva Maciel, Fernando Adami, Fernando Rodrigues Peixoto Quaresma e Thaizi Campos Barbosa.

XX Congresso Brasileiro de Ciências do Esporte e VII CONICE - CONBRACE

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Resumo


INTRODUÇÃO 
A pesca artesanal é praticada de maneira simples e com meios de produção próprios e é reconhecida pelo impacto positivo na geração de emprego e renda para população de pescadores (TOGNI, 2013). Doenças relacionadas ao trabalho, hipertensão e diabetes, estão presentes nas comunidades pesqueiras, seja pelo excesso na carga horária de trabalho ou pelos maus hábitos de vida (CORREIA, 2008; ROSA; MATOS, 2010). 
Dessa maneira, a prática regular de atividade física pode prevenir o surgimento precoce e auxiliar no tratamento de diversas doenças causadas pelo trabalho, na melhoria da composição corporal, melhoria do perfil lipídico, o aumento da massa e da força muscular, da capacidade cardiorrespiratória, da flexibilidade, entre outros (COELHO; BURINI, 2009).
Diante do exposto, o objetivo do presente estudo é avaliar o Nível de Atividade Física e Composição Corporal de Pescadores em Colônias Pesqueiras no Estado do Tocantins. 

METODOLOGIA
O estudo foi do tipo descritivo com corte transversal, de caráter quantitativo com coleta de dados em Pescadores de duas colônias do Estado do Tocantins. Foram convidados para participar do estudo 183 pescadores de duas colônias do Tocantins. Foram excluídos da amostra familiares de pescadores, pescadores que não participaram de todas as etapas e/ou que não responderam algum questionário por completo e aqueles que não aceitaram e não assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foram avaliadas as características demográficas através de um questionário Sócio-demográfico, o Nível de Atividade Física foi avaliado pelo Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ), versão curta, validado no Brasil por Matsudo et al. (2001), a Composição Corporal foi avaliada pelo Índice de Massa Corporal (IMC) através da antropometria, Perímetro Abdominal e Percentual de Gordura através da Bioimpedância Tetrapolar, respeitando os critérios da ABESO (2009). 

ANÁLISE E DISCUSSÃO
Dos 183 pescadores convidados a participarem do estudo, 28 não participaram de todas as etapas ou não responderam os questionários por completo e 123 não aceitaram a participação. Apenas 47 participaram por completo, constituindo em 76,6% do sexo masculino e com média de idade de 49 anos (±7,4). Em relação ao tempo de serviço como Pescador, 29,79% relataram ter mais de um vínculo empregatício, sendo que 70,21% trabalham mais de 12 horas semanais, com renda mensal média de 1.248,51 reais e 44,48% considerados como classe D-E. 
Referente ao nível de atividade física, a maioria (85,11%) foram classificados como ativos e muito ativos enquanto 14,89% entre insuficientemente ativos e sedentários 
Em relação ao estado nutricional, 38,30% foram classificados pré-obesos e 31,92% entre Obesidade tipo I, II e III pelo IMC. Quanto a composição corporal, 55,32% da amostra apresentou um risco aumentado (23,40%) e aumentado substancialmente (31,92%) pelo Perímetro Abdominal e em relação ao Percentual de Gordura, 97,87% foram considerados como acima do ideal, sendo 61,70% como Muito Alto.
É possível verificar que a atividade física realizada não é o suficiente para melhorar os índices de composição corporal dos Pescadores. 

CONCLUSÕES
Apesar do excelente nível de atividade física, a composição corporal apresentou resultados elevados de gordura corporal e perímetro abdominal, o que faz esse grupo de pescadores apresentem fatores de riscos para saúde.

Endereço: http://congressos.cbce.org.br/

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