Possibilidades da Prática de Escalada Indoor Por Deficientes Visuais de Montes Claros - Mg

Por: e Jarbas Pereira Santos.

VIII Congresso Brasileiro de Atividades de Aventura - CBAA

Send to Kindle


Resumo

A prática de esportes e atividades de aventura já foi limitada a poucos grupos ou indivíduos, devido a diversos aspectos inerentes e limitantes à participação, como sociais, financeiros, culturais, físicos, entre outros. O estudo foi uma pesquisa de campo de caráter descritivo do tipo direto, com o objetivo de avaliar dentro dos esportes e atividades de aventura a possibilidade da prática de escalada indoor (escalada esportiva em ambientes fechados) por indivíduos com deficiência visual do município de Montes Claros – MG. A retirada desses indivíduos da inércia que a sociedade os coloca, foi o combustível para realizar esse trabalho, uma vez que procurou-se provar que a prática de esportes e atividades de aventura pode ser adaptada, no intuito de tornar esses indivíduos mais ativos e participantes na sociedade, além de proporcioná-los a possibilidade de busca por uma melhor qualidade de vida, convívio social, e exercício do seu direito de cidadão através da prática esportiva. A amostra constituiu de indivíduos com cegueira total de ambos os gêneros. A escolha do tema se deu devido a pouca participação de indivíduos com necessidades especiais nos esportes e atividades de aventura, em especial, indivíduos com deficiência visual na prática de escalada indoor. Procurou-se provar que a prática de esportes e atividades de aventura pode tornar os indivíduos com deficiência mais ativos e participantes, proporcionando melhor qualidade de vida, convívio social, e exercício do seu direito de cidadão através da prática esportiva. Todos os equipamentos de segurança, tanto individuais como coletivos seguem padrões da ABNT e normas internacionais de segurança. O sistema utilizado foi o Top Rope, aonde a corda vem de cima, numa ponta encorda-se o escalador e, na outra, o segurança coloca a corda no dispositivo de segurança, não existindo preocupação de passar a corda em costuras ou outros equipamentos para sua segurança. Quanto às vias, optamos por trabalhar com vias de 4º grau (graduação brasileira) em específico 4A consideradas uma via fácil para quem nunca escalou. Acerca dos resultados, obtivemos sucesso junto a todos os participantes. Verificamos que mesmo percebendo a individualidade de cada um, os indivíduos da pesquisa tomaram conhecimento da atividade, buscaram se adaptar e superaram o desafio. Pretendeu-se mostrar ao meio acadêmico e a sociedade que indivíduos com necessidades especiais podem praticar atividades de aventura, assim como qualquer outro individuo, ressaltando que modificações e adaptações devem acontecer nessas modalidades, sempre com acompanhamento de uma qualificada orientação do profissional da área. Concluímos que é possível proporcionar e implantar a prática de escalada indoor para deficientes visuais do município de Montes Claros - MG, onde o trabalho alcançou os objetivos propostos. Toda via, o processo ensinoaprendizagem pode se diferenciar quanto a adaptações no espaço físico e de recursos materiais, à utilização de mecanismos de informações e modificações nas regras.

Endereço: http://cev.org.br/biblioteca/anais-do-viii-congresso-brasileiro-de-atividades-de-aventura-cbaa

Comentários


:-)





© 1996-2019 Centro Esportivo Virtual - CEV.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.