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O Brasil Precisa de Treinador Estrangeiro Também na Ginástica?



Cevnautas da Ginástica,

Precisa o Brasil de treinadores estrangeiros para melhorar seus resultados em GA? As escolas de EF - mais de mil? - não estão dando conta? O que precisamos realmente? Laercio   COB apresenta novo treinador

COB apresenta nesta sexta-feira o novo técnico da seleção brasileira feminina
Russo Alexander Alexandrov terá a missão de comandar as meninas até os Jogos do Rio
11/07/2013 13:17 - Atualizado em 11/07/2013 13:17
Por ahe! RIO

Alexander Alexandrov será o técnico da seleção feminina - Foto: AFPContratado pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), o russo Alexander Alexandrov será apresentado nesta sexta-feira como o novo treinador-chefe da seleção brasileira feminina até os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.
Desde 1971, quando ingressou na comissão técnica da equipe masculina da antiga União Soviética, até Londres 2012, Alexandrov contribuiu para a conquista de mais de 20 medalhas olímpicas e mundiais de atletas do seu país.

Nos Jogos de Londres, no ano passado, Alexandrov comandou a seleção feminina de seu país na conquista de seis medalhas, entre elas a prata por equipes. Também em Londres, sua pupila Aliya Mustafina foi ouro nas barras assimétricas e conquistou também outros dois bronzes.
Alexander Alexandrov será apresentado pelo diretor executivo de esportes do COB, Marcus Vinícius Freire. Pela Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) estarão presentes o supervisor de seleções Klayler Moorthé e a coordenadora técnica da ginástica feminina Georgete Vidor.

FONTE: http://www.fbginastica.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=69

Comentários

Por Marco Antonio Coelho Bortoleto
em 02-09-2013, às 16h18.

Caro Laércio,

Obrigado por começar este debate, que certamente vem sendo objeto de discussão em diferentes espaços. 

Para ser direto e breve, acredito que muitas conquistas dos ginastas brasileiros tiveram  nos treinadores brasileiros seu maior pilar de sustentação. Isso não tira o mérito nem as contribuições de alguns treinadores estrangeiros de hoje e de outros tempos (recordo aqui rapidamente de alguns deles: Emilio, Valeria Lakerbai, Vladik, Raimundo Blanco, ...

Hoje temos vários treinadores estrangeiros atuando no Brasil (Lazaro Lameras, Antonio Lameira, Vladimir Vatkin <<com a seleção de GAM>>, ....) que certamente podem e devem contribuir para a qualificação da GA brasileira.

Creio que o grande problema é que precisamos investir mais e melhor nos treinadores brasileiros que há muito tempo vem trabalhando sem as condições ideias que este esporte requer. Mais investimento neles, significa mais investimentos nos clubes, em todos, não somente nos grandes que conseguem acessar as leis de incentivo fiscal por meio de elaborados projetos. Um exemplo disso foi o curso organizado pelo COB há apenas uns meses, realizado em São Paulo, e que contou com apenas os técnicos que atuam com o alto rendimento e com equipes adultas (acho que não passam de 10 profissionais).  Assim acredito que o importante é garantirmos espaço e a oportunidade para a formação e consolidação de novos treinadores, para todas as categorias, não somente para a elite adulta.

Materia: http://www.espbr.com/noticias/cob-oferece-estagio-internacional-para-participantes-academia-brasileira-treinadores

 

Se os estrangeiros ajudassem neste processo seria fantástico. 

 

Vale ressaltar que o estado do Paraná vem realizando um projeto de grandíssima envergadura, com suporte econômico de grandes empresas, e que hoje conta com o treinador Oleg Ostapenko (figura bem conhecida no Brasil), sua esposa, além da treinadora Irina que há muito contribui com a ginástica brasilera/paranaense.  Espero que eles garantam formação a muitos treinadores brasileiros, que, ao final, serão os que darão sequencia ao trabalho algum dia.

Aqui algumas matérias:

http://www.parana-online.com.br/editoria/esportes/news/672042/?noticia=OLEG+E+JADE+BARBOSA+VOLTAM+A+SELECAO+DE+GINASTICA

 

http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=65778&tit=Tecnico-ucraniano-de-ginastica-Oleg-Ostapenko-volta-ao-Parana

 

Saudações,

 

Marco A C Bortoleto

Por Roberto Affonso Pimentel
em 03-09-2013, às 08h03.

Parabéns, Marco Antônio,

Sua explanação foi deveras convincente e elucidativa. Seria interessante para que mais e mais professores brasileiros se "apoderem" dessa técnica, que o COB incentivasse a participação de Estágios Curriculares Supervisionados mantidos pelas Universidades. Inclusive, de olho no futuro, pois o que acontecerá após os jogos olímpicos é incerto.

Ou será que é fácil prever? 

Por Laurita Marconi Schiavon
em 08-09-2013, às 18h02.

Caros colegas,

 

Acredito que estes profissionais estrangeiros são e foram bastante importantes para alavancar a ginástica do Brasil. Vemos na formação dos técnicos brasileiros, muita influência de técnicos estrangeiros, de estágios no exterior, mas não podemos parar nisso. Trazer técnicos tem que ser uma medida associada a outras, como capacitar os técnicos brasileiros. Não adianta, como foi o caso dos ukranianos no Brasil, que fiquem 10 anos por aqui, conquistem classificações nunca conquistadas e depois quando vão embora, fique um buraco nesta modalidade. Ou seja, não foram formados técnicos brasileiros (além daqueles que trabalhavam diariamente com eles) e não temos mais ginastas. Não foi pensado em uma preparação esportiva a longo prazo, não temos renovação e não temos técnicos para formarem novas ginastas. No último campeonato brasileiro tinham mais técnicos estrangeiros do que brasileiros na Ginástica Artística feminina  e praticamente não tinham ginastas adultas. No Panamericano de aparelhos que aconteceu em Porto Rico foram apenas duas ginastas, pois outras duas machucaram e não havia outras para substituírem. O contrário aconteceu no masculino, que há alguns anos vem se organizando e trocando informações e agora temos bons técnicos brasileiros com entidades que tinham quase duas equipes completas no último brasileiro. Também devo considerar que a culpa não é dos profissionais estrangeiros, mas das organizações que os trazem e não desenvolvem com eles um programa de capacitação de técnicos para que daqui alguns anos estejamos melhores e não tenhamos que começar do zero novamente, ou seja, saibamos dar continuidade e formar outros técnicos. Penso que seja bastante difícil que as universidades sozinhas dêem conta de formar especialistas em cada modalidade esportiva. Precisamos somar forças com outras organizações esportivas e abrir caminho para novos treinadores.

Um abraço,

 

Laurita Marconi Schiavon

UNESP/Rio Claro 

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