Integra
A impressão geral é a de que o ano voou. A velocidade das informações, a correria do nosso tempo misturadas, alteraram profundamente nossa percepção do próprio tempo. Vivemos como se estivéssemos sempre atrasados, mesmo quando não sabemos exatamente para quê.
Einstein deu contribuições decisivas à humanidade ao formular a teoria da relatividade, mostrando que o tempo não é absoluto. Filósofos como Heidegger e Jean-Paul Sartre nos ajudaram a pensar o Ser lançado no tempo, condenado à escolha, à finitude e à responsabilidade. Não por acaso, o tempo nunca foi apenas um dado físico: é também experiência, angústia e possibilidade.
A verdade incômoda é que o tempo é uma invenção humana e, como toda invenção, está sujeita a erros, distorções e equívocos. Medimos o tempo, mas não o controlamos. Tentamos dominá-lo, mas é ele quem nos atravessa.
Grosso modo, talvez seja importante insistir numa ideia simples e subversiva: não se perde tempo.
Ganha-se tempo.
Tempo de vida.
Tempo de possibilidades.
Tempo para buscar alegria.
Tempo para ir atrás do amor da sua vida.
Tempo para um novo emprego.
Uma nova luta.
Um novo desafio.
2025 não foi fácil, mas foi tempo vivido. E isso nunca é pouco.
Tempo, tempo, tempo,
vou lhe fazer um pedido…
tempo, tempo, tempo, tempo.
Professor Alexandre Machado Rosa
Com votos de um feliz 2025, cheio de esperança e muita saúde.