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Sem muitas novidades, saiu a classificação dos países com as populações mais felizes em 2026. A novidade foi a “intromissão” da Costa Rica entre os cinco primeiros. O Brasil melhorou - ficou na posição 32. Mas, o que faz esses países tão felizes?
Entre as pessoas dos países nórdicos (sempre bem ranqueados), o bem estar social, a qualidades dos serviços essenciais (educação, saúde, transportes, segurança) e a quase ausência da corrupção justificam a sensação de felicidade e a percepção de que os altos impostos retornam às pessoas. São países pequenos, com alto PIB per capita e níveis educacionais acima da média mundial.
Para a Costa Rica, a justificativa seria: “ter pessoas que compartilham a mesma paixão de viver uma vida saudável, ao ar livre e ser vizinhos”, de acordo com enquetes produzidas por jornalistas especializados.
Em todos os casos, educação, solidariedade e o contato com a natureza parecem ser fontes de felicidade; assim como a presença de uma cultura de paz e a ausência de uma cultura de “esperteza” (corrupção).
Destaque-se o equilíbrio entre “a vida urbana progressista e o fácil acesso à natureza”, mencionado na Suécia. Há quem associe a slow life à percepção de felicidade nas comunidades - reduzir a velocidade, respirar fundo e aproveitar o momento, com amigos e familiares, em contato com a natureza.
Há muitas abordagens sobre felicidade, percepção de bem-estar, satisfação com a
vida, qualidade de vida etc. Em todas, uma constante é a associação com o nível
educacional das populações, o contato com a natureza e como são tratados os menos favorecidos. Pena ainda existirem tantas desigualdades também nesses indicadores.
Enquanto lia sobre felicidade - e como seria fácil tornar esse mundo um lugar mais solidário, menos desigual e mais feliz -, ouvi o noticiário com os sons dos infindáveis bombardeios nas guerras do momento e da voz da irracionalidade assegurando que a estupidez ainda prevalece. A “fúria cega” ganha espaço no cardápio e a felicidade é produto de segunda.
Grande abraço.
Markus Nahas