300 palavras (26.14). Ciências do Esporte: do talento à IA
Integra
A IA veio para ficar e está transformando as ciências e o modo de vida no planeta. Também está transformando as Ciências do Esporte. Reúne, analisa e resume grandes volumes de dados, orientando as ações para o desempenho, a saúde e a gestão no treinamento de atletas, de uma forma jamais imaginada.
As Ciências do Esporte se desenvolveram, de fato, na segunda metade do século 20, a partir do crescente interesse de pessoas, governos e corporações nos esportes de competição. Regulamentadas internacionalmente a partir das Olimpíadas da era moderna, as competições esportivas passaram a atrair multidões e muitos negócios, particularmente após a popularização da televisão e os avanços tecnológicos que favoreceram o intercâmbio e as viagens internacionais.
O fim da segunda guerra mundial (1945) marcou o início de um confronto político-ideológico (EUA x URSS) que alterou significativamente a geopolítica mundial e a própria história das competições esportivas internacionais. O esporte olímpico passou a ser um campo de disputa entre regimes políticos (comunismo x capitalismo) e a conquista de medalhas representava “superioridade” sobre os adversários.
Nesse contexto, cientistas de diversas áreas do conhecimento - genética, fisiologia, bioquímica, biomecânica, nutrição, psicologia etc. - foram chamados para transformar seres humanos em heróis, investigando os limites humanos (e como ultrapassá-los). Tudo isso foi impulsionado pelo grande desenvolvimento das ciências em geral, das novas tecnologias nas guerras (“fria” ou real), na corrida espacial, e nos produtos para o consumismo globalizado.
Conceitualmente, nunca houve uma ciência do esporte, mas a conjunção de diversas áreas do conhecimento focadas em pesquisa e desenvolvimento nos esportes – as Ciências do Esporte. São também diversas as profissões envolvidas com esportes, destacando-se a Educação Física nas fases de iniciação e aperfeiçoamento esportivo. Isso acontece a partir das escolas, clubes, “escolinhas” de esporte e outros projetos comunitários com funções socioeducativas, muito além da mera detecção de talentos.
Cientistas e profissionais do esporte ocupam-se com a seleção de talentos, o treinamento físico-técnico-tático, a nutrição, a recuperação do organismo, o desenvolvimento de habilidades motoras, o controle do estresse e a motivação, o sistema de recompensas (incluindo a profissionalização), a gestão, entre outros fatores. Em todas as situações e fases do treinamento e da competição, a tecnologia (e agora a IA) precisam estar a serviço da formação integral, da preservação da saúde e da observância de princípios éticos fundamentais.
Grande abraço.
Markus Nahas