Integra

Escrevi essa pergunta retórica pela primeira vez num slide de uma aula que ministrei em 1988, numa época em que se priorizava o combate ao sedentarismo. A ideia era diferenciar a lógica e as abordagens efetivas no combate às doenças e epidemias, ao uso de drogas ou à violência, daquelas que objetivam informar, conscientizar e criar condições para o estabelecimento de comportamentos que promovam comportamentos saudáveis, o bem-estar ou a felicidade em nível pessoal e comunitário.

À época, entre os comportamentos (hábitos) promotores da saúde já se incluía, com abundantes evidências favoráveis, a atividade física ou, de forma mais ampla, estilos de vida ativos.

No conhecimento acumulado desde então, particularmente na esteira de grandes estudos populacionais com delineamentos e medidas mais adequados, destacam-se diversas perspectivas que justificam a promoção da atividade física em todas as fases da vida: a perspectiva da SAÚDE PÚBLICA; a perspectiva ECONÔMICA; a perspectiva ECOLÓGICA; e a perspectiva do LAZER & DA QUALIDADE DE VIDA.

Então, por que promover estilos de vida ativos tornou-se uma importante questão que extrapola a área da saúde pública. Trata-se de uma questão prioritariamente pedagógica e que deve ser abordada com destaque pela Educação Física: como planejar, desenvolver / implementar, avaliar e disseminar ações efetivas de promoção da atividade física na comunidade em geral ou em grupos específicos (crianças e adolescentes, adultos trabalhadores, idosos, pessoas com deficiência, doentes crônicos, etc.). A escola, sem dúvida alguma, apresenta-se como o cenário ideal para tal iniciativa, e o professor de EF o agente natural para liderar tal proposta.

Do conhecimento e mudança de atitude, passando ao comportamento mais ativo; pela evolução gradual nos estágios de mudança de comportamento; até as escolhas e decisões com autonomia diante do cardápio que a vida nos oferece – é disso que se trata quando falamos em oferecer uma Educação Física Escolar de qualidade. Para todos!

Grande abraço.

Markus Nahas