300 palavras (26.6). Estilo de vida & Saúde: Pequenas mudanças, grandes benefícios!
Integra
Hoje concluo um bloco de quatro comentários sobre as mudanças de foco em minha carreira na EF (1973 – 2013), passando pelo treinamento de atletas, aptidão física relacionada à saúde (para todos), vida ativa em diferentes contextos e, finalmente, a promoção de estilos de vida ativos e saudáveis para uma vida com mais qualidade.
As evidências científicas confirmaram o que a observação nos sugeria: pequenas mudanças em diversos aspectos do estilo de vida individual (não só a atividade física) poderiam ser efetivas para o bem-estar individual e a qualidade de vida nas comunidades.
Foi pensando na relevância de se combinar ações em diversos aspectos do estilo de vida (escolhas e decisões assentadas nas oportunidades presentes na vida das pessoas) que, em meados dos anos 90, propusemos o modelo do Pentáculo do Bem-estar. A ideia era facilitar a educação para um estilo de vida ativo e saudável, a partir da autoavaliação e análise do perfil individual em cinco componentes: atividade física, alimentação, controle do estresse (incluindo o sono), relacionamentos (autoconhecimento, interpessoal e com a natureza), e comportamento preventivo (não fumar, sexo seguro, mãos limpas, cinto de segurança, protetor solar etc.).
O estilo de vida passou a ser o foco de nossas pesquisas no NuPAF (Núcleo de Pesquisa em AF e Saúde) no início dos anos 90. Para a EF escolar, a proposta era focada na Educação para um Estilo de Vida Saudável, no Ensino Médio. Já a parceria com o SESI-SC levou à realização de levantamentos sobre indicadores do Estilo de vida dos trabalhadores da indústria. Identificados os aspectos que mereciam atenção, um programa de promoção de estilos de vida saudáveis foi estruturado – o Lazer Ativo (pessoas mais ativas, com familiares e amigos e, sempre que possível, em contato com a natureza). Algum tempo depois, com base em novos conceitos e nas evidências acumuladas, propusemos o Índice de Qualidade de Vida (IQV), também aplicado aos trabalhadores da indústria de SC.
Tudo isso foi fruto da construção acadêmica coletiva, com alunos de pós-graduação e colegas professores, na UFSC e instituições parceiras. Muitos para nomear neste espaço. Foram quatro décadas e quatro focos de atuação na EF. O que não mudou foram os princípios educacionais baseados em evidências e a priorização dos que mais poderiam se beneficiar das atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Grande abraço.
Markus Nahas