Resumo

A pergunta instigante do filósofo Deleuze (1988): “O que pode um corpo?”, tem sido o procedimento elementar que ampara as reflexões sobre a construção da corporeidade nas sociedades de controle. Esta indagação se multiplica em outras: “que tipo de aliciamento a sociedade de controle faz ao corpo nos espaços atuais?”, “como as diferentes corporeidades desenvolvem trajetórias socioespaciais na metrópole goianiense?”. No presente artigo, o problema principal é o de desvelar como os jovens da periferia proletária de Goiânia, imersos em seus conteúdos sociais e irradiados na sociedade de controle, constroem a sua corporeidade. Por conseguinte, o corpo pode ser o centro estratégico da mira da nova acumulação capitalista como sentenciou Harvey (2004). E, então, permear o grupo dos “esfarrapados do mundo” e comprovar, tal como preconizou Santos (2009), a vitalidade política do conceito de lumpemproletariado ao pesquisar catadores de papel no espaço urbano atual.

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