“A corrida é um esporte democrático”: percepções sobre consumo de produtos e serviços entre corredores amadores na cidade de Porto Alegre/RS.
Por Leonardo Silva de Lima (Autor), Denise Fick Alves (Autor), Mauro Myskiw (Autor).
Em Revista Intercontinental de Gestão Desportiva v. 15, n 3, 2025.
Resumo
A pandemia da COVID-19 impulsionou a prática de atividades físicas ao ar livre, como a corrida de rua, devido ao fechamento de academias e à necessidade de distanciamento social. Esse aumento na adesão à corrida de rua evidenciou um fenômeno de consumo significativo, abrangendo produtos, serviços e mídias voltados para a modalidade. A pesquisa apresentada neste texto buscou compreender o consumo relacionado à corrida de rua em Porto Alegre/RS, utilizando uma metodologia mista. A primeira fase, quantitativa, aplicou um formulário online com questões abertas e fechadas, coletando dados de 153 participantes sobre seus hábitos de consumo em três categorias: serviços (assessoria, fisioterapia, nutrição), produtos (tênis, vestuário, suplementos) e mídias (redes sociais, podcasts, livros). A segunda fase, qualitativa, consistiu na observação participante e interação com oito corredores durante treinos e provas, complementando os dados quantitativos com informações mais aprofundadas sobre suas experiências e percepções. A análise dos dados revelou que o consumo de serviços na corrida de rua vai além da simples aquisição de equipamentos, abrangendo acompanhamento profissional especializado e experiências como participação em eventos e turismo de corrida. O consumo de produtos também é diversificado, com destaque para tênis, roupas e acessórios que visam conforto, desempenho e segurança, além de produtos de nutrição esportiva e tecnologias de monitoramento. O consumo de mídias, por sua vez, abrange desde redes sociais e podcasts até livros e filmes, demonstrando a busca por informação, inspiração e conexão com a comunidade da corrida. A pesquisa evidenciou que o consumo na corrida de rua é um fenômeno complexo e multifacetado, influenciado por diversos fatores, como a busca por desempenho, bem-estar, interação social e identificação com a comunidade. A crescente profissionalização da prática e a evolução tecnológica impulsionam a diversificação do mercado, oferecendo aos corredores uma gama cada vez maior de opções para otimizar sua experiência e alcançar seus objetivos.