A educação física e a formação Inter profissional: experiência em um centro de atenção e aprendizagem em saúde
Por Alessandro Spencer de Souza Holanda (Autor), Ana Carolina Marques da Silva (Autor).
Resumo
A interprofissionalidade tem se consolidado como diretriz para qualificar a formação em saúde, ao propor práticas educacionais e assistenciais voltadas a um cuidado integral e centrado nas necessidades dos usuários (COSTA, 2016). No centro dessa abordagem está a Educação Interprofissional (EIP), onde profissionais de diferentes áreas aprendem juntos para desenvolver competências colaborativas para o trabalho em equipe (COSTA, 2016). A Organização Mundial da Saúde (OMS, 2010) reconhece a EIP como estratégia global para enfrentar os desafios dos sistemas de saúde. A prática colaborativa pode melhorar desfechos, satisfazer profissionais e usuários e tornar a gestão mais eficiente. Assim, a interprofissionalidade é vista não apenas como proposta pedagógica, mas como compromisso com a qualificação do cuidado e da atenção à saúde (COSTA et al., 2018). Reeves (2016) reforça esse entendimento ao destacar que a educação interprofissional é uma aposta contra a fragmentação, exigindo a desconstrução de modelos hierárquicos e a promoção de interações horizontalizadas entre os diferentes núcleos profissionais. Trata-se de romper com a lógica isolada das profissões e fomentar um ethos coletivo orientado ao cuidado integral