A Inclusão do Trabalhador com Necessidades Especiais na Ginástica Laboral

Por: Ana Janayna Tenório Acioli e .

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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.Resumo

O presente estudo teve como objetivo analisar como uma equipe de ginástica
l a b o r a l i n c l u i o t r a b a l h a d o r c om n e c e s s i d a d e s e s p e c i a i s em s u a s
intervenções, assim como as estratégias utilizadas pelos estagiários, técnicos
e coordenador dessa equipe para realizar essa inclusão. A metodologia
utilizada foi a pesquisa-participante, tendo como instrumentos de coleta
de dados a entrevista semi-estruturada (gravada em fitas magnéticas) e o
diário de campo. 12 membros de uma equipe de ginástica laboral da cidade
de Maceió/AL. integra ram a amostra. Foi possível verificar que os
entrevistados não recebiam qualquer informação acerca das características
do grupo que iriam atender, ou seja, se havia algum trabalhador com
necessidades especiais ou não, nem tiveram qualquer capacitação para atuar
com pessoas com deficiência física, visual ou auditiva, ainda que nas
empresas atendidas pela equipe possuíssem inúmeros trabalhadores com
diferentes necessidades especiais. Também se pôde constatar que os
di fe rent e s ent rev i s t ados s ent i am di fi c u ldade s pa ra e fe t iva r a s s u a s
intervenções nas situações em que o trabalhador com necessidades especiais
estava presente, sobretudo aquele que apresentava condições prontamente
re c o n h e c í ve i s, c omo a d e fi c i ê n c i a v i s u a l e a d e fi c i ê n c i a f í s i c a , e
principalmente nos contatos iniciais. As estratégias utilizadas por estagiários
e técnicos no caso da presença de trabalhadores surdos em suas atividades
era uso de gestos, uma vez que nenhum deles dominava a LIBRAS. Em se
tratando da deficiência física, os estagiários e os técnicos desenvolviam
atividades que isolavam o grupamento muscular que estava lesionado,
desconsiderando as necessidades dos demais participantes. Não foi
encontrada nenhuma situação em que o trabalhador com deficiência visual
estivesse presente nas atividades. Com isto, pôde-se concluir que essa
equipe não conseguia incluir o trabalhador com necessidade especial em
suas intervenções e que as estratégias empregues por seus componentes
apresentavam um caráter puramente empírico.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/61_Anais_p221.pdf

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