A influência do apoio familiar, da idade e da composição corporal na percepção da síndrome de burnout em jovens atletas de futebol
Por Antonio Sinelio Santos Cunha (Autor), Vitória Karoline Batista da Silva (Autor), Antonio Cícero Frizzi Junior (Autor), Bruno Agostinho Narciso (Autor), João Guilherme Cren Chiminazzo (Autor), Daniel Alvarez Pires (Autor).
Em Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano v. 27, 2025.
Resumo
Este estudo analisou nove fatores associados à síndrome de Burnout em atletas de futebol Sub-20: idade, índice de massa corporal (IMC), tempo de prática esportiva, frequência semanal de treinos, duração dos treinos, distância da residência familiar, número de visitas à família por ano, moradia com a família e dependência financeira do salário do atleta. A amostra incluiu 251 atletas masculinos de cinco equipes das divisões principais do campeonato. Dados dos participantes foram coletados por ficha estruturada e o burnout do atleta foi avaliado pelo Questionário de Burnout para Atletas (QBA), que mensura exaustão física e emocional (EFE), reduzido senso de realização esportiva (RSR) e desvalorização esportiva (DES). A idade apresentou associação negativa com a EFE (β = -0,919; p = 0,001), o que indica menores níveis de exaustão em atletas mais velhos. O IMC teve relação positiva com a EFE (β = 1,025; p = 0,023), o que sugere maior exaustão em atletas com maior IMC. Morar com a família foi associado positivamente à DES (β = 1,161; p = 0,005) e ao burnout total (β = 1,068; p = 0,025), o que indica que atletas fora do ambiente familiar tendem a perceber o esporte de forma mais negativa e apresentam maior risco de burnout. Portanto, o suporte familiar e psicológico, aliado ao controle nutricional, é indispensável para o equilíbrio emocional e físico dos atletas, pois previne percepções associadas à síndrome de Burnout, fortalece a gestão emocional e contribui para a promoção de um melhor desempenho esportivo e longevidade na carreira.