Resumo

Este estudo analisou nove fatores associados à síndrome de Burnout em atletas de futebol Sub-20: idade, índice de massa corporal (IMC), tempo de prática esportiva, frequência semanal de treinos, duração dos treinos, distância da residência familiar, número de visitas à família por ano, moradia com a família e dependência financeira do salário do atleta. A amostra incluiu 251 atletas masculinos de cinco equipes das divisões principais do campeonato. Dados dos participantes foram coletados por ficha estruturada e o burnout do atleta foi avaliado pelo Questionário de Burnout para Atletas (QBA), que mensura exaustão física e emocional (EFE), reduzido senso de realização esportiva (RSR) e desvalorização esportiva (DES). A idade apresentou associação negativa com a EFE (β = -0,919; p = 0,001), o que indica menores níveis de exaustão em atletas mais velhos. O IMC teve relação positiva com a EFE (β = 1,025; p = 0,023), o que sugere maior exaustão em atletas com maior IMC. Morar com a família foi associado positivamente à DES (β = 1,161; p = 0,005) e ao burnout total (β = 1,068; p = 0,025), o que indica que atletas fora do ambiente familiar tendem a perceber o esporte de forma mais negativa e apresentam maior risco de burnout. Portanto, o suporte familiar e psicológico, aliado ao controle nutricional, é indispensável para o equilíbrio emocional e físico dos atletas, pois previne percepções associadas à síndrome de Burnout, fortalece a gestão emocional e contribui para a promoção de um melhor desempenho esportivo e longevidade na carreira.

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