A influência dos exercícios físicos na progressão do mal de parkinson: uma revisão integrativa
Por Juliana de Oliveira Borges (Autor).
Em Revista CPACQV - Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade de Vida v. 17, n 2, 2025.
Resumo
O Mal de Parkinson (MP) é a segunda doença neurodegenerativa mais prevalente, impactando severamente a qualidade de vida dos pacientes devido a sintomas motores e não motores. O exercício físico surge como uma intervenção não farmacológica promissora para complementar os tratamentos convencionais, promovendo benefícios funcionais, emocionais e neurológicos. Metodologia: a revisão integrativa incluiu estudos publicados nos últimos 10 anos em português, inglês e espanhol, analisando intervenções de exercícios físicos no MP. A busca foi realizada nas bases PubMed, SciELO, LILACS, BVS e Medline, com palavras-chave relacionadas ao MP, exercícios físicos, sintomas motores e não motores, neuroplasticidade, inflamação e dopamina. Resultados: os exercícios físicos, como aeróbicos, resistência, yoga, alongamento e fisioterapia, demonstraram melhorar sintomas motores (rigidez, tremores e mobilidade) e não motores (cognição, humor, fadiga e sono). Esses benefícios estão associados a mecanismos neurobiológicos, incluindo promoção da neuroplasticidade, redução da inflamação e aumento da dopamina. Discussão: os achados destacam que o exercício físico não apenas alivia sintomas, mas também pode retardar a progressão do MP por meio de mecanismos neuroprotetores. Modalidades combinadas e personalizadas oferecem benefícios amplos, mas limitações metodológicas nos estudos sugerem a necessidade de maior padronização e duração das intervenções. Conclusão: exercícios físicos são intervenções eficazes no manejo do MP, com impacto positivo na funcionalidade, qualidade de vida e progressão da doença. A personalização dos programas de exercícios e a integração em políticas públicas são essenciais para maximizar seus benefícios terapêuticos.