A Ordem dos Exercícios Resistidos Não Influencia Parâmetros Autonômicos e Hemodinâmicos em Idosas

Por: Laissa Lima da Costa.

2018 28/09/2018

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.Resumo

introdução: O impacto do aumento da idade sobre o sistema cardiovascular tem como consequência o aparecimento de disfunções hemodinâmicas e do balanço autonômico levando a redução da variabilidade de frequência cardíaca (VFC), bem como, alterações dos valores da pressão arterial (PA) que culminam no desenvolvimento da hipertensão arterial. O treinamento resistido é recomendado como alternativa de prevenção e complementar ao tratamento da hipertensão e de outras desordens cardiovasculares. E entre as variáveis do treinamento, a ordem do exercício vem demonstrando melhores respostas fisiológicas, quando maior número de massa muscular é recrutado no início da sessão de treino. Objetivo: Analisar o efeito da ordem dos exercícios resistidos para membros superiores sobre os parâmetros hemodinâmicos e autonômicos em idosas. Materiais e Métodos: A amostra foi composta por 10 idosas com 68,0±3,5 anos, massa corporal de 65,40±3,3 kg e estatura de 150,00±5,0 centímetros; PA sistólica 129,50±20,2 mmHg e PA diastólica 76,70±7,6 mmHg. Foram utilizadas duas sequências de exercícios resistidos para membros superiores assim denominadas: Sequência A - Supino Vertical, Puxador Frente, Desenvolvimento, Rosca Direta e Tríceps Pulley; Sequência B - constituída pela ordem inversa. As sessões de treinamento foram compostas por 3 séries com carga correspondente a 80% de 10 RM, até a falha, com intervalo de dois minutos entre cada série e exercícios. As medidas hemodinâmicas foram coletadas por monitor digital, marca OMRON. A VFC foi medida pelo cardiofrequencímetro, modelo RS800CX. Resultados: Após o exercício, a pressão arterial sistólica foi maior nas duas sequências de exercício e não houve diferença significativa entre as sequências, assim como nos demais parâmetros hemodinâmicos. Houve aumento do momento pré para momento pós em ambos os grupos. Além disso, não foram observadas diferenças na variabilidade da frequência cardíaca quando comparadas as duas ordens. Conclusão: O estresse fisiológico gerado pelo exercício refletiu em ativação simpática, porém não observada diferença significativa entre os protocolos de exercício sobre as variáveis estudadas.

Endereço: https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/2798

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