A pátria, a guerra e suas chuteiras: o futebol como elemento simbólico às vésperas da participação do brasil na segunda guerra mundial
Por Juan Bacelar da Cruz (Autor).
Resumo
Entre a sociedade brasileira submergiram alguns chavões difundidos ao decorrer do tempo que versam no sentido do espaço ocupado pelo futebol em questões que fogem das chamadas “quatro linhas de campo”. Tais máximas se apresentam como: “futebol, religião e política não se discutem”, ou mesmo, “futebol e política não se misturam”. Se a discussão sobre futebol encontra espaço amplo no cotidiano do brasileiro desde a popularização do jogo em terras nacionais, rendendo espaço nos meios de comunicação, nos bares das cidades ou mesmo nas arquibancadas de concreto e nas cadeiras das novas arenas esportivas, a resistência sobre a relação quase que simbiótica entre o esporte bretão e questões políticas, ainda perdura não somente no imaginário de certos grupos de brasileiros, como surge como via de ensejo ao cerceamento de debates que sigam pelo caminho contrário do lugar-comum anteriormente abordado.