Resumo

A gestação representa um período de intensas mudanças físicas, emocionais e sociais, que requerem adaptações para garantir o bem-estar materno e fetal. Nesse contexto, a prática de atividade física (AF) pode contribuir para a prevenção de complicações gestacionais e para a promoção da saúde da gestante e do bebê. No entanto, a adesão a níveis adequados de AF durante a gestação permanece baixa. Objetivo: Avaliar a prática de AF entre gestantes atendidas na rede pública de saúde de Curitiba, Paraná, Brasil, bem como sua associação com fatores sociodemográficos e clínicos relacionados ao acompanhamento pré-natal. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, vinculado à Coorte de Saúde Materno-Infantil de Curitiba, com participação de 195 gestantes com idade igual ou superior a 16 anos. Foram coletadas informações sociodemográficas, clínicas e relacionadas à prática de AF, analisadas por estatística descritiva e inferencial, utilizando teste Qui-quadrado e regressão de Poisson com estimador robusto. Resultados: Há elevada prevalência de inatividade física: 80,5% das gestantes não atingiram os 150 minutos semanais de AF moderada e 89,2% não realizaram atividades vigorosas por ao menos 10 minutos contínuos. Apesar disso, 77,4% relataram caminhar por pelo menos 10 minutos diários. O tempo sedentário predominou entre 4 a 6 horas diárias. A consulta com profissional de Educação Física foi um fator associado positivamente à maior prática de AF moderada. Conclusão: Há necessidade de ampliar o acesso à orientação profissional e desenvolver estratégias interdisciplinares para promoção da AF segura durante a gestação, visando melhores resultados materno-infantis.

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