A realidade do professor de educação física após a reforma do ensino médio: um relato de experiência de uma escola de Belém do Pará
Por Beatrice Maria Lobato da Silva (Autor), Letícia Antunes de Melo (Autor), Ellen Furtado Cunha (Autor).
Resumo
A Reforma do Ensino Médio resultou em impactos notáveis no currículo das escolas brasileiras, especialmente para a disciplina de Educação Física, que enfrentou redução de carga horária e perda de espaço na grade escolar. Como discutido por Beltrão, Taffarel e Teixeira (2020), essas mudanças estão alinhadas com os objetivos da BNCC de desenvolver competências críticas nos alunos e também apresentam desafios consideráveis de realização, devido à necessidade de adaptação dos professores e da adequação curricular. Segundo Gariglio, Junior e Oliveira (2017), a reforma pode reforçar ou deslegitimar a disciplina no contexto escolar, criando preocupações entre as demandas do mercado e a formação integral dos estudantes. Além disso, Bungenstab e Lazzarotti (2017) ressaltam o retorno a uma visão atlética e “esportivizante” da Educação Física, que pode limitar abordagens mais inclusivas. O professor participante da pesquisa tem 54 anos e é formado em licenciatura plena em Educação Física tendo 16 anos de experencia atuando no ensino médio. Atualmente, ele ministra em 28 turmas da mesma escola estadual sendo o único professor de educação física presente. Este relato de experiência tem como objetivo compartilhar a realidade encontrada por um professor de Ensino Médio da rede estadual de ensino de Belém do Pará após a reforma do ensino médio e como tais mudanças impactaram suas metodologias e vivências em sala de aula, além explorar as dificuldades enfrentadas no atendimento ao elevado número de turmas e as estratégias utilizadas para equilibrar a carga de trabalho.