Resumo

O período em que este texto é escrito3, nos convida à uma importante e necessária reflexão crítica acerca do papel social da universidade brasileira, enquanto instituição social responsável pela produção e transmissão da cultura técnico-científica desenvolvida historicamente pela humanidade. Esta assume determinada forma no modo de produção capitalista, onde “a ciência é incorporada ao trabalhado produtivo, convertendo-se em potência material. O conhecimento se converte em força produtiva e, portanto, em meio de produção”, (SAVIANI, 2003, p. 137) expressando assim suas contradições e tensões de classe, consolidando-se assim como uma instituição da sociedade civil em constante disputa. A Greve nas Federais, como ficou conhecido o movimento grevista iniciado em 17 de maio deste ano e que no comunicado especial do Comando Nacional de Greve (CNG-ANDES) expedido no dia 08 de agosto, conta com 57 Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) que em assembleia votaram pela continuidade da greve e reabertura das negociações. Essas foram interrompidas de forma autoritária pelo Governo que afirma embasado na consulta eletrônica realizada pelo PROIFES que a categoria acordou com a última proposta apresentada, porém, ainda de acordo com o comunicado, tal consulta incidiu em apenas 3% da categoria, que hoje é representada pelo PROIFES e não pelo ANDES-SN.

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