Resumo

Este estudo teve como objetivo identificar os tipos de passes penetrativos que induziram mais oportunidades de golo no futebol de elite de seleções nacionais, bem como caracterizar esses passes em diversas variáveis comportamentais, estruturais e internacionais. Os passes penetrativos foram definidos como o último passe realizado por um jogador atacante que ultrapasse a linha defensiva adversária. Utilizando o PePas, um instrumento observacional especificamente concebido para analisar os passes penetrativos, este estudo examinou 134 sequências ofensivas que culminaram com um remate à baliza adversária e foram precedidas por um passe penetrativo, durante o Campeonato da Europa UEFA 2016, a Taça das Confederações FIFA 2017, e o Campeonato do Mundo FIFA 2018. Os passes penetrativos curtos precedidos de ação individual, os passes penetrativos longos precedidos de ação individual e os passes penetrativos curtos precedidos de ação coletiva foram significativamente mais frequentes quando comparados com os outros tipos de passes penetrativos. Os setores central ofensivo e central ultraofensivo caracterizaram-se por uma frequência de ações mais elevada. Os passes penetrativos foram executados com maior frequência quando não havia pressão (bola descoberta), em comparação com situações com pressão. Em conclusão, este estudo evidenciou que os passes penetrativos que originam mais oportunidades de golo foram realizados predominantemente perto da baliza adversária, quando a equipa atacante não se encontrava em situação de pressão. Sugere- -se que se priorize o desenvolvimento do processo de treino considerando estas ações tático-técnicas, reconhecendo-as como fator chave para aumentar a eficácia ofensiva das equipas.

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