Resumo

 A radiografia total da coluna em pacientes com escoliose idiopática do adolescente (EIA) é o padrão ouro para classificar a gravidade da curva pelo método Cobb. Esses pacientes necessitam de radiografias frequentes, o que promove um aumento da exposição à radiação. Diante disso, alternativas para identificar alterações vertebrais estão sendo estudadas, tais como métodos fotográficos computadorizados ou fotogrametria. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi identificar a acurácia da fotogrametria para detectar alterações torácicas em indivíduos com EIA. Foi realizado um estudo transversal com pacientes com diagnóstico de EIA Lenke I e adolescentes saudáveis, sendo que todos fizeram fotos do corpo todo, com marcadores anatômicos posicionados em pontos previamente estudados. Para identificar as melhores medidas de ângulos e distâncias no software de análise postural (SAPO), foram determinadas as curvas ROC e calculada a área sob a curva. Os pontos combinados de maior sensibilidade e especificidade foram definidos como ponto de corte para a detecção das alterações posturais. Foram avaliados 78 voluntários, divididos em dois grupos: escoliose (n=47) e controle (n=31). Em relação aos ângulos e as distâncias medidos pelo SAPO, foi observada diferença entre os grupos para os ângulos e distâncias. Os ângulos e distâncias que obtiveram área sob a curva ROC maior que 0,7 foram A2, A4D/A4E, A5D/A5E, A7 e D1D/D1E. Conclui-se que o uso da fotogrametria pode auxiliar na avaliação ao identificar alterações torácicas, podendo ser utilizada como modo de triagem da progressão da curva da escoliose, visto que os ângulos e relações apresentam boa acurácia para identificar a escoliose Lenke I

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