Acurácia da fotogrametria para detectar alterações torácicas em indivíduos com escoliose idiopática do adolescente
Por Bruna Marques de Almeida Saraiva (Autor), Anderson Sales Alexandre (Autor), Evandro Fornias Sperandio (Autor), Josy Davidson (Autor), Victor Zuniga Dourado (Autor), Milena Carlos Vidotto (Autor).
Em Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano v. 27, 2025.
Resumo
A radiografia total da coluna em pacientes com escoliose idiopática do adolescente (EIA) é o padrão ouro para classificar a gravidade da curva pelo método Cobb. Esses pacientes necessitam de radiografias frequentes, o que promove um aumento da exposição à radiação. Diante disso, alternativas para identificar alterações vertebrais estão sendo estudadas, tais como métodos fotográficos computadorizados ou fotogrametria. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi identificar a acurácia da fotogrametria para detectar alterações torácicas em indivíduos com EIA. Foi realizado um estudo transversal com pacientes com diagnóstico de EIA Lenke I e adolescentes saudáveis, sendo que todos fizeram fotos do corpo todo, com marcadores anatômicos posicionados em pontos previamente estudados. Para identificar as melhores medidas de ângulos e distâncias no software de análise postural (SAPO), foram determinadas as curvas ROC e calculada a área sob a curva. Os pontos combinados de maior sensibilidade e especificidade foram definidos como ponto de corte para a detecção das alterações posturais. Foram avaliados 78 voluntários, divididos em dois grupos: escoliose (n=47) e controle (n=31). Em relação aos ângulos e as distâncias medidos pelo SAPO, foi observada diferença entre os grupos para os ângulos e distâncias. Os ângulos e distâncias que obtiveram área sob a curva ROC maior que 0,7 foram A2, A4D/A4E, A5D/A5E, A7 e D1D/D1E. Conclui-se que o uso da fotogrametria pode auxiliar na avaliação ao identificar alterações torácicas, podendo ser utilizada como modo de triagem da progressão da curva da escoliose, visto que os ângulos e relações apresentam boa acurácia para identificar a escoliose Lenke I