Resumo

A prática de hidroginástica para idosos se mostra benéfica para a saúde mental e física. Entretanto pouco se sabe da efetividade da prática da hidroginástica para idosas com dor crônica. O objetivo deste estudo foi quantificar o impacto positivo na funcionalidade, percepção da qualidade de vida e dor crônica, em comparação com mulheres idosas não praticantes de hidroginástica. Estudo transversal de caráter exploratório, com idosas com dores crônicas praticantes de hidroginástica. 52 idosas (70.5±5 anos; 71.3±12kg; 1.58±0.6 metros; 73.3±8.6 anos; 73.5±10kg; 1.57±0.1 metros); divididas em grupo praticante (n=27) e grupo não praticante (n=25). Os resultados apontam que o grupo praticante apresenta melhores resultados nos domínios físicos (97.3±3.5 pontos) e psicológicos (107.8±3.2 pontos), comparados com o grupo não praticante (76.2±3.1 pontos; 86.5±3.5). Sobre a percepção da qualidade de vida, o grupo praticante apresenta melhores escores (107±3.6 pontos) em comparação com o grupo não praticante (92±2.8 pontos). Na funcionalidade de sentar e levantar o grupo praticante obteve melhor classificação (13.2±1.5 pontos; Regular) em comparação ao grupo não praticante (9.5±1.1 pontos; Muito fraco). Na funcionalidade de flexionar e estender o braço o grupo praticante de apresentou melhor escore (14.3±1.2 pontos; Fraco) em relação ao grupo não praticante (10.2±0.9 pontos; Muito fraco). Em relação aos níveis de dor, tanto na dimensão sensorial quanto na relativa o grupo praticante apresentou menor escore (p<0.05), quando comparado ao não praticante. Conclui-se que a hidroginástica melhorou a funcionalidade em 27%, percepção da qualidade de vida em 16% e reduziu a dor crônica de mulheres idosas em 80%.

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