Alterações na funcionalidade, qualidade de vida e dor crônica de idosas praticantes de hidroginástica
Por Laura Cipriano Corrêa (Autor), Thiago Geremias dos Santos (Autor), Ana Claudia de Oliveira Borba (Autor), Vitória Oliveira Silva da Silva (Autor), Luciano Acordi da Silva (Autor).
Resumo
A prática de hidroginástica para idosos se mostra benéfica para a saúde mental e física. Entretanto pouco se sabe da efetividade da prática da hidroginástica para idosas com dor crônica. O objetivo deste estudo foi quantificar o impacto positivo na funcionalidade, percepção da qualidade de vida e dor crônica, em comparação com mulheres idosas não praticantes de hidroginástica. Estudo transversal de caráter exploratório, com idosas com dores crônicas praticantes de hidroginástica. 52 idosas (70.5±5 anos; 71.3±12kg; 1.58±0.6 metros; 73.3±8.6 anos; 73.5±10kg; 1.57±0.1 metros); divididas em grupo praticante (n=27) e grupo não praticante (n=25). Os resultados apontam que o grupo praticante apresenta melhores resultados nos domínios físicos (97.3±3.5 pontos) e psicológicos (107.8±3.2 pontos), comparados com o grupo não praticante (76.2±3.1 pontos; 86.5±3.5). Sobre a percepção da qualidade de vida, o grupo praticante apresenta melhores escores (107±3.6 pontos) em comparação com o grupo não praticante (92±2.8 pontos). Na funcionalidade de sentar e levantar o grupo praticante obteve melhor classificação (13.2±1.5 pontos; Regular) em comparação ao grupo não praticante (9.5±1.1 pontos; Muito fraco). Na funcionalidade de flexionar e estender o braço o grupo praticante de apresentou melhor escore (14.3±1.2 pontos; Fraco) em relação ao grupo não praticante (10.2±0.9 pontos; Muito fraco). Em relação aos níveis de dor, tanto na dimensão sensorial quanto na relativa o grupo praticante apresentou menor escore (p<0.05), quando comparado ao não praticante. Conclui-se que a hidroginástica melhorou a funcionalidade em 27%, percepção da qualidade de vida em 16% e reduziu a dor crônica de mulheres idosas em 80%.