Análise Cinemática do Padrão de Corrida de Corredores de Meio-fundo: Dados Preliminares

Por: Cláudio Roberto de Castilho, Eduardo Vinícius Mota e Silva, Fabiana Ferreira Thomé, Sônia Corrêa e Valéria Viana Piceda.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

Sabendo-se que a combinação perfeita entre os movimentos, postura corporal e os
ângulos ótimos dos membros proporcionam ao atleta uma grande probabilidade de
sucesso, o estudo visa analisar o padrão biomecânico de atletas de meio-fundo com
relação aos aspectos: tempo de contato com o solo, tempo de vôo, angulação do
joelho, angulação do tronco e deslocamento do quadril, com vistas a auxiliar o
trabalho do treinador. A amostra foi composta por seis atletas do E. C. Pinheiros. A
coleta de dados foi realizada através de uma filmagem realizada no plano sagital com
a colocação de quatorze marcas nas articulações estudadas, no momento da passagem
dos atletas pela marca dos 400 metros, durante a realização de um tiro com esta
distância. A análise dos dados foi realizada por meio da utilização do Programa
VIDEO e o cálculo das variáveis com a utilização do Programa UDP, ambos do
Inst. de Biomecânica de Colônia - Alemanha. Os resultados são apresentados com
valores em média±desvio padrão. O tempo de contato apresentou valores de
0,187±0,040, sendo o valor máximo apresentado de 0,264s e mínimo de 0,165s,
enquanto que o tempo de vôo foi de 0,121s±0,017s, com máximo de 0,132s e
mínimo de 0,099s. Dois atletas (1 e 6) apresentaram um tempo de contato muito
pronunciado com relação ao tempo de vôo. A máxima flexão do joelho no vôo foi
de 43,71º±10,75º, sendo a maior de 31,48º e a menor de 56,36º, sendo que dois
atletas (3 e 4) apresentaram valores bastante baixos. Já a máxima flexão do joelho no
apoio apresentou média de 132,24º±3,85º, tendo como maior flexão o valor de
127,03º e a menor de 137,04º, ao passo que a máxima extensão do joelho foi de
163,37º±5,18º, sendo a menor de 158,4º e a maior de 171,56º. Um atleta (3) apresentou
um deslocamento vertical muito acentuado. Com relação à angulação do tronco
encontrou-se o valor de 156,92º±8,77º, sendo que a maior flexão apresentada foi
146,46º e menor 171,79º. Dois atletas (3 e 5) apresentaram uma flexão de tronco
bastante acentuada. O deslocamento do quadril atingiu a maior altura em 76,17
mm±27,44mm e a menor em 42,97mm±29,59mm, com relação à fase de apoio. A
maior altura individual se deu em 118,18mm e a menor altura se deu em 0mm, ou
seja, o indivíduo realizou o apoio com o joelho flexionado. De forma geral os
resultados apontam que a amostra apresenta resultados bastante coerentes com o
tipo de prova praticada, porém, alguns atletas, principalmente o 3, necessitam de
maior atenção a sua técnica de corrida.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/78_Anais_p447.pdf

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