Análise da variabilidade da frequência cardíaca no exercício submáximo em pessoas com apneia obstrutiva do sono
Por Sheila Souza de Freitas (Autor), Raissa Helena Rodrigues Machado (Autor), Leonardo Brynne Ramos de Souza (Autor), Laura Maria Tomazi Neves (Autor).
Em Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano v. 28, 2026.
Resumo
A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é um distúrbio respiratório caracterizado por disfunções no sistema nervoso autônomo (SNA). No entanto, os impactos no desempenho do exercício sobre a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) nesses pacientes ainda permanecem pouco claros. Trata-se de um estudo observacional transversal, que incluiu pacientes diagnosticados com SAOS, com idade superior a 18 anos, de ambos os sexos. A VFC foi mensurada com um monitor de frequência cardíaca Smart Lab HRV (HMM Group, Heidelberg, Alemanha) durante teste de exercício submáximo com o teste de degrau de 6 minutos (6MST), que incluiu três fases: pré-exercício, durante o exercício e pós-exercício. Os dados foram analisados posteriormente no software Kubios HRV Scientific Lite (KUBIOS OY, Finlândia), no qual foram obtidos dados de domínios do tempo e da frequência da VFC para cada participante. Foram recrutados 30 voluntários, com idade média de 53,27±13,47 anos, sendo 56,6% do sexo masculino. Houve diferença estatisticamente significativa entre os valores pré, durante e pós-exercício para todas as variáveis de domínio da frequência (potência de LF e potência de HF; p < 0,05), exceto para a razão LF/HF (p = 0,096), bem como entre os momentos pré e durante o exercício, e durante e pós-exercício para todas as variáveis de domínio do tempo (SDNN, RMSSD e TINN). No domínio do tempo, não houve diferença entre os valores pré e pós-exercício em nenhuma variável. Em pessoas com SAOS, os valores de domínios da frequência e do tempo reduziram durante a fase de exercício, o que indica maior atividade simpática. Não houve diferença entre as fases pré e pós-exercício nas variáveis de domínio do tempo, o que sugere recuperação rápida em pacientes com SAOS.