Resumo

 Este estudo tem como objetivo investigar o aumento nos tempos de reação em esgrimistas e sua relação com a fadiga física e mental. Alterações na frequência cardíaca (FC) e na saturação de oxigênio (SO2) foram utilizadas como indicadores de fadiga física, enquanto variações no tempo de reação a tarefas reativas baseadas em luz foram empregadas para avaliar tanto a fadiga física quanto a mental, medidas após o aquecimento e após o treinamento. Um grupo de 48 esgrimistas realizou um aquecimento de 10 minutos seguido por um combate de 15 pontos, simulando uma competição regular. Foram conduzidos testes ANOVA e Friedman para identificar diferenças estatisticamente significativas nos tempos de reação em diferentes tarefas reativas: tempo de reação simples (SRT), tempo de reação eletiva (ERT), tarefa Go-non-Go (G/NG) e tarefas de tomada de decisão (DM4), incluindo investida (DML), recuo (DMB) e avanço (DMM), em três condições distintas baseadas em diferentes níveis de fadiga: em repouso (R), após o aquecimento (WU) e após o treinamento (PT). Verificou-se que a maioria dos tempos de reação estudados foi significativamente maior no PT em comparação ao R (SRT1PT-R = 70 ms, ERT2PT-R = 58 ms, G/NG3PT-R = 64 ms, DM4PT-R = 125 ms, DML4PT-R = 125 ms, DMM4PT-R = 130 ms), sugerindo um impacto considerável da atividade física e da fadiga nesses exercícios, afetando negativamente a velocidade e a precisão das respostas. Esses achados ressaltam que a fadiga desempenha um papel crítico em esportes como a esgrima, nos quais a capacidade de tomar decisões rápidas e precisas é essencial, e sublinham a importância de gerenciar de forma eficiente a fadiga física e mental para otimizar o desempenho em situações competitivas.

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