Análise do efeito de diferentes magnitudes da carga de treinamento sobre a resistência aeróbia e sintomas de estresse em atletas adultas de futsal feminino
Por Julio Cesar Barbosa de Lima Pinto (Autor), Renêe de Caldas Honorato (Autor), Mario Antônio de Moura Simim (Autor), Arnaldo Luis Mortatti (Autor), André Igor Fonteles (Autor).
Em Revista Brasileira de Ciência e Movimento v. 32, n 1, 2024.
Resumo
O objetivo do estudo foi avaliar o efeito de diferentes períodos de treinamento sobre a resistência aeróbia, intensidade relativa, sintomas de estresse em atletas de futsal feminino. Foram acompanhadas durante um mês de treinamento dez atletas (idade: 20,12±3,13 anos; peso: 58,65 ± 5,24kg; estatura: 160,02±5,03cm; índice de massa corporal: 22,82±1,91kg/m2 e VO2max: 43,36±1,90 ml/kg/min) classificadas no nível 3 com referência nas métricas de volume de treinamento e desempenho esportivo. O período de treinamento foi dividido em duas semanas de intensificação (PI-1 e PI-2), uma semana de tapering (PT) e uma semana de competição (PC). A resistência aeróbia foi medida (Yo-Yo intermitente recovery level 1) uma semana antes e após o período. A intensidade relativa foi medida pela percepção subjetiva de esforço da sessão e o Daily Analysis of Life Demands in Athletes foi aplicado semanalmente para medir os sintomas de estresse. Observou-se que o período de treinamento foi efetivo no aprimoramento de capacidade aeróbia p<0,05 (Antes = 828,02±227,12m vs. Depois = 912,02 ±201,80m). Observou-se maiores cargas de treinamentos nos períodos de intensificação e competitivo (p<0,001, PI-1= 444,00±28,46 unidades arbitrárias (ua); PI-2= 470,57±25,85 ua; PT=275,15±19,37 ua e PC=636,00±87,81 ua). De forma semelhante os sintomas do estresse também foram maiores períodos de intensificação e competitivo (p=0,009, PI-1= 3,20±1,13 ua PI-2= 4,60±1,89 ua PT= 3,00±1,41 ua; PC= 5,70±2,21 ua). Conclui-se que combinar semanas de treinamento com maiores magnitudes, seguido de períodos de tapering e competitivo resulta em um aumento da resistência aeróbia e essa combinação altera as variáveis psicofisiológicas de atletas de futsal feminino. Como aplicação prática, recomenda-se que os treinadores e comissão técnica monitorem as respostas de intensidade relativa e os sintomas de estresse ao longo da temporada de treinamentos e competições. Esta abordagem ajuda a compreender e minimizar os impactos do estresse psicofisiológico, preservando assim a saúde das atletas.