Análise do Pico de Velocidade de Escolares-Atletas de Futsal de Diferentes Categorias e Posições Táticas
Por Sérgio Adriano Gomes (Autor), Bruno Travassos (Autor), Tácio Santos (Autor), Mateus Medeiros Leite (Autor), Leandro Lume Gomes (Autor).
Em XIX Congresso de Ciências do Desporto e de Educação Física dos Países de Língua Portuguesa
Resumo
A habilidade de realizar sprints repetidos com mudança de direção é um importante preditor do desempenho em diferentes esportes coletivos de invasão realizados em alta intensidade, como o futsal. Obter métricas por meio de protocolos de avaliação específicos e devidamente validados é de suma importância para a prescrição e o controle das cargas de treinamento. O Futsal Intermittent Endurance Test (FIET) constitui uma alternativa para avaliar o Pico de Velocidade (PV) de atletas de futsal. Objetivo: Analisar o PV de escolares-atletas de futsal de diferentes categorias e posições táticas. Materiais e Métodos: O PV foi avaliado por meio do FIET em 48 escolares-atletas de futsal (16,81 ± 1,82 anos, 1,73 ± 0,07 m, 67,11 ± 9,54 kg, 10,60 ± 3,8 % de gordura) das categorias sub-15 (n=15), sub-17 (n=14) e sub-20 (n=19) que disputam a Liga Estadual por um clube da região sul do Brasil cuja equipe adulta disputa a Liga Nacional de Futsal. Foi utilizada a ANOVA Fatorial. Resultados: Em relação às categorias, o PV foi 15,60 ± 1,10 Km/h na categoria sub-15, 17,07 ± 0,92 Km/h na categoria sub-17 e 17,61 ± 0,82 Km/h na categoria sub-20, sendo o desempenho dos atletas das categorias sub-20 e sub-17 superior ao dos atletas da categoria sub-15 (p=0,001 para ambas as comparações). Em relação às posições, o PV foi 16,07 ± 1,71 Km/h nos goleiros, 16,90 ± 1,03 Km/h nos fixos, 17,22 ± 0,99 Km/h nos alas, e 16,62 ± 1,36 Km/h nos pivôs. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os atletas das diferentes posições táticas. Conclusão: Ao que parece, atletas de futsal das categorias sub-17 e sub-20 podem ser considerados equivalentes quanto ao PV, mas o mesmo não pode ser afirmado em relação a estes e aos atletas da categoria sub-15. A equivalência também parece ocorrer em relação às diferentes posições táticas nas três categorias analisadas. Sugerimos que a presença/ausência de equivalências quanto ao PV entre categorias e posições táticas seja considerada na prescrição individualizada de treinamento intervalados que o FIET possibilita, bem como na monitorização das respostas agudas e das adaptações crônicas a este tipo de atividade.