Análise do Planejamento Estratégico de Longo Prazo da Vela Brasileira e Sua Participação nos Jogos Olímpicos

Por: Jônatas Freitas Moraes Gonçalves.

20 páginas. 2011 00/00/0000

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.Resumo

Na vela infantil internacional, o papel mais importante no sistema de formação de futuros velejadores pertence aos clubes náuticos desportivos, que almejam o desempenho esportivo vitorioso nas categorias de base, estimulados por conta de campeonatos e rankings oficiais de nível estadual, regional, nacional e mesmo internacional. Apesar de ainda não haver pesquisas ou publicações consideráveis a respeito da ansiedade e estresse que afetam as crianças engajadas na vela de competição, não é possível desprezar que as competições de vela nas categorias de base suportam uma grande pressão proveniente dos pais dos velejadores, técnicos, amigos, patrocinadores e dirigentes dos clubes que muitas vezes cobram apenas dedicação aos treinamentos e boas colocações nos campeonatos importantes. O presente estudo teve como objetivo investigar o rendimento dos atletas medalhistas na modalidade Vela das edições dos Jogos Olímpicos de 2000, 2004 e 2008 para analisar a sua iniciação no desporto e comparar seu rendimento olímpico com a fase infantil, na tentativa de saber se o seu desempenho quando criança determinou a conquista de uma medalha nos Jogos Olímpicos. Os dados foram coletados nos sítios oficiais de Federações e Associações Internacionais, Confederações e Associações Nacionais, e outras federações nacionais, estaduais e instituições diversas de vela, na rede internacional de computadores (Internet). De todos os atletas analisados, apenas dois medalhistas olímpicos (1,49%) estiveram entre os três melhores colocados nos campeonatos mundiais da Classe Optimist, somente quatro (2,98%) conquistaram um título continental na classe, nenhum velejador campeão brasileiro (0%) da Classe Optimist conquistou medalha em todas as edições dos Jogos Olímpicos, de todos os campeões brasileiros analisados (n = 31), três velejadores (9,67%) conseguiram vaga para representar o país nos Jogos Olímpicos, 56,40% não competiram na Classe Optimist, 28,57% participaram de competições internacionais e 15,03% de eventos nacionais. Este estudo indica que é preciso repensar a prática de formação dos velejadores, pois de acordo com os resultados obtidos, o processo atual que leva os velejadores infantis do nível de iniciação ao rendimento máximo desportivo não tem alcançado resultados totalmente satisfatórios, sendo necessário rever constantemente o planejamento estratégico a longo prazo para a modalidade nacional.

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