Integra

Ando distraído e meio sem assunto importante. Mas “o acaso vai me proteger” - torço que seja verdade o que cantaram os Titãs, em 2001. Um verdadeiro hino de louvor ao tempo presente, ao amor e à valorização do que realmente importa em nossas vidas. É sobre o que vivemos e o que deixamos no caminho que pretendo comentar. Despretensiosamente.

Há alguns dias estive num almoço comemorativo de 50 anos de formatura no Curso Superior de Educação Física da UDESC. Não foi a primeira reunião (e espero que outras aconteçam com a minha presença!). Desta celebração com os sobreviventes ambulantes do grupo de formandos de 1976, ficou uma sensação dúbia entre meio deprimente, meio boas lembranças. Parafraseando o Laércio (sim, o do CEV): depois dos 70 “acho que a gente vai pra essas reuniões pra confirmar a esperança de estarmos menos acabados do que os coleguinhas”. Não sei por que, mas a maior parte dos que faltaram eram homens. Percebi isso de forma crescente nas festas de 30, 40 e, agora, 50 anos de formatura. Também acho que é coincidência termos cada vez menos fumantes e mais viúvas entre os celebrantes. Talvez o acaso não proteja a todos, de forma igual.

Acho que é sempre bom relembrar momentos felizes, situações engraçadas, superação de dificuldades acadêmicas ou pessoais. Estar com colegas (alguns se tornaram amigos) e comentar acontecimentos de uma fase dourada de nossas vidas é, no mínimo, muito agradável. O resumo das conversas é mais ou menos assim: Sim, devia ter “arriscado mais... ter feito o que eu queria fazer...aceitado as pessoas como elas são... me importado menos com problemas pequenos”. Sim, faria algumas coisas de forma diferente, mas faria tudo outra vez!

Ando distraído. O acaso vai me proteger enquanto eu andar. Por via das dúvidas, faço meus exames periódicos, tomo as vacinas, não fumo e bebo pouco. Ah, também cuido das amizades que tenho e ando, ando bastante. Quero facilitar as coisas para o acaso.

Grande abraço.

Markus Nahas

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