Resumo

O envelhecimento está associado a alterações fisiológicas progressivas que repercutem diretamente sobre a força muscular, o equilíbrio postural e a mobilidade funcional, componentes essenciais para a manutenção da autonomia e da independência na velhice. A redução desses parâmetros eleva o risco de quedas, hospitalizações e declínio da capacidade funcional. Nesse cenário, a prática regular de exercícios físicos tem sido amplamente reconhecida como estratégia fundamental para a preservação da funcionalidade e para a promoção da qualidade de vida na população idosa, especialmente quando estruturada em programas sistematizados de ginástica (Freitas et al., 2021; Martins et al., 2022). O presente estudo teve como objetivo avaliar a força de preensão manual e a mobilidade funcional de idosas participantes de programas de ginástica vinculados a projetos de extensão da Universidade Estadual de Goiás (Oliveira, 2023). Tais projetos integram ações extensionistas permanentes que articulam ensino, pesquisa e comunidade, ofertando práticas corporais orientadas e sistematizadas para a população idosa do entorno universitário. Trata-se de um estudo transversal, de natureza analítica e abordagem quantitativa, realizado com mulheres com idade igual ou superior a 60 anos, regularmente inseridas nas atividades. A amostra foi composta por 33 idosas, com média etária de 72,7 ± 6,8 anos.

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