Aptidão física e mobilidade funcional em idosas participantes de programas de ginástica
Por Samanta Garcia de Souza (Autor), Wilmont de Moura Martins (Autor), Ademar Azevedo Soares Junior (Autor), Rina Márcia Magnani (Autor), Thais Aguiar Rufino (Autor), Michelle Ferreira de Oliveira (Autor).
Resumo
O envelhecimento está associado a alterações fisiológicas progressivas que repercutem diretamente sobre a força muscular, o equilíbrio postural e a mobilidade funcional, componentes essenciais para a manutenção da autonomia e da independência na velhice. A redução desses parâmetros eleva o risco de quedas, hospitalizações e declínio da capacidade funcional. Nesse cenário, a prática regular de exercícios físicos tem sido amplamente reconhecida como estratégia fundamental para a preservação da funcionalidade e para a promoção da qualidade de vida na população idosa, especialmente quando estruturada em programas sistematizados de ginástica (Freitas et al., 2021; Martins et al., 2022). O presente estudo teve como objetivo avaliar a força de preensão manual e a mobilidade funcional de idosas participantes de programas de ginástica vinculados a projetos de extensão da Universidade Estadual de Goiás (Oliveira, 2023). Tais projetos integram ações extensionistas permanentes que articulam ensino, pesquisa e comunidade, ofertando práticas corporais orientadas e sistematizadas para a população idosa do entorno universitário. Trata-se de um estudo transversal, de natureza analítica e abordagem quantitativa, realizado com mulheres com idade igual ou superior a 60 anos, regularmente inseridas nas atividades. A amostra foi composta por 33 idosas, com média etária de 72,7 ± 6,8 anos.