Resumo

O presente estudo visou testar a exequibilidade de uma avaliação multimodal da atividade física
habitual em gêmeos monozigóticos (MZ) e dizigóticos (DZ). A amostra foi constituída por 51 pares de
gêmeos de ambos os sexos e diferente zigotia com idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos. Para a
avaliação multimodal da atividade física recorreu-se a três instrumentos - acelerômetro, pedômetro e
questionário. Os sujeitos foram monitorizados com o acelerômetro triaxial (TRITRAC - R3D) e o pedômetro
(Yamax DW-SW 700) de quinta a segunda-feira. O questionário utilizado foi o de Baecke, Burema e Frijters
(1982). Os procedimentos estatísticos utilizados foram os seguintes: cálculo de resíduos de regressão múltipla
em função de três ajustes distintos; coeficiente de correlação intraclasse; correlação canônica e índice de
redundância de Stewart e Love; cálculo da heritabilidade (h2) e estimação de modelos. Os principais
resultados e conclusões retirados desta pesquisa foram: a) os cinco dias de avaliação apresentaram valores de
fidedignidade superiores a 0,75 mostrando, por isso, serem suficientes para se estimar com precisão os níveis
de atividade física habitual; b) os índices de atividade provenientes do questionário parecem fornecer
informações algo independentes do acelerômetro e do pedômetro; c) apesar da consistência da estimação da
atividade física, os valores médios dos diferentes indicadores fornecidos pelo acelerômetro e pedômetro
apresentaram diferenças significativas em função dos dias de semana relativamente aos de fim-de-semana; d)
o efeito do envolvimento (comum e único) assumiu a maior importância para a explicação das diferenças
interindividuais em seis dos sete indicadores de atividade física estudados não sendo, por isso, possível realçar
efeitos genéticos em todas as expressões diferenciadas deste fenótipo.

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