Atividade física, alimentação e sono em atletas após um ano da pandemia de covid-19
Por Lilian Messias Sampaio Brito (Autor), Valderi Abreu de Lima (Autor), Maria Eduarda Casagrande Carli (Autor), Jorge Mota (Autor), Neiva Leite (Autor), Margaret Cristina da Silva Boguszewski (Autor).
Em Revista Brasileira de Medicina do Esporte v. 30, n 1, 2024.
Resumo
A pandemia provocada pelo COVID-19 resultou em efeitos preocupantes relacionados aos “novos” hábitos adotados pela população. O longo período de fechamento das escolas e o isolamento social têm impactado profundamente a aprendizagem, a saúde e a proteção de crianças e adolescentes.
Objetivo: Reavaliar atletas escolares submetidos à quarentena por COVID-19, destacando os principais hábitos de atividade física (AF), alimentação e sono e as implicações relacionadas à saúde física e mental após um ano de pandemia na cidade de Curitiba, Brasil.
Métodos: Foram realizadas duas pesquisas, 342 compareceram à primeira avaliação e 222 à segunda. Foi aplicado aos alunos um questionário online (Google docs), composto por 18 questões fechadas e abertas no primeiro momento (início da pandemia) e 22 no segundo momento (após um ano de pandemia).
Resultados: Metade dos alunos (53,2%; 57%) relatou fazer até três refeições ao dia. Quanto ao horário de sono, a maioria dos alunos (80%; 79,5%) conseguiu dormir à noite entre 6h00 e 10h00. Houve diminuição significativa do tempo gasto nas redes sociais, migrando para atividades escolares (p <0,005). Aproximadamente um quarto dos alunos atletas (27%) praticava AF todos os dias e se sentiu realizado na primeira avaliação, e na segunda avaliação esse número aumentou para 43% (p = 0,009).
Conclusão: Apesar da diminuição do tempo de tela e do aumento da AF regular, houve aumento do peso corporal em mais de um terço dos atletas avaliados. Os que mantiveram o peso corporal foram os que mantiveram estilos de vida mais saudáveis com várias refeições dentro da faixa recomendada e que dormiam de 6 a 10 horas por noite.