Resumo

Manter-se fisicamente ativo ao longo da vida pode reduzir de forma significativa o risco de sintomas depressivos na velhice. Essa é a principal conclusão de um estudo internacional que analisou dados de mais de 15 mil pessoas com 50 anos ou mais, acompanhadas por até 12 anos no Reino Unido e nos Estados Unidos.

Foram incluídos participantes de dois grandes projetos: o Estudo Longitudinal Inglês sobre Envelhecimento (ELSA, na sigla em inglês), no Reino Unido, e o Estudo sobre Saúde e Aposentadoria (HRS, em inglês), nos Estados Unidos. Ambos acompanham periodicamente adultos mais velhos, com questionários semelhantes e avaliações realizadas a cada dois anos, o que permite comparações consistentes entre populações diferentes.

Nessa pesquisa, buscamos entender a associação entre a atividade física e a incidência de sintomas depressivos em idosos, usando dois conjuntos de dados muito comparáveis”, conta André de Oliveira Werneck, integrante do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) e primeiro autor do artigo 

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