Resumo
Introdução: O doente renal crônico dialítico caracteriza-se por apresentar vulnerabilidade a alterações físicas e emocionais, acarretando na redução da qualidade de vida do mesmo. A realidade virtual, que muitas vezes proporciona a quebra da monotonia e pode gerar uma maior integração dos pacientes durante a hemodiálise, é uma possibilidade de aumentar a qualidade de vida desses sujeitos. Objetivo: a prática de atividade física através da realidade virtual intradialítica na melhora dos níveis de fragilidade e qualidade de vida dos pacientes submetidos a hemodiálise. Métodos: É um ensaio clínico do tipo II, controlado e randomizado. O estudo foi realizado com um grupo de controle (GC) e outro de intervenção (GI), onde foram aplicados os testes de velocidade de marcha (T10) e o questionário KDQOL em ambos, na primeira e na décima segunda semana. O GI participou de exercícios através da realidade virtual três (03) vezes por semana, utilizando o Nintendo Wii® e os jogos Wii Sports e Wii Fit durante doze (12) semanas enquanto que o grupo de controle seguiu os procedimentos habituais da clínica não sendo submetidos a nenhum tipo de atividade física. Resultados: O GI obteve diminuição significativa de pacientes frágeis de 45,5% dos sujeitos chegando a 0%, enquanto que o GC teve um aumento de 10% após doze (12) semanas. Em relação aos componentes de fragilidade, houve melhora significativa na capacidade física do GI (p<0,05). No que diz respeito à qualidade de vida, o GI obteve êxito progressivo quando relacionado ao componente físico dele. Os valores basais (p<0,05), por sua vez, não apresentaram diferença estatística no componente emocional. Conclusão: A atividade física através da realidade virtual em pacientes que estão submetidos à hemodiálise melhora o nível de fragilidade, dentre eles o perfil da capacidade funcional, bem como possibilita uma melhora na qualidade de vida quando relacionado aos aspectos físicos desses pacientes renais.