Atividade Física e o Volume de Diferentes Regiões e Estruturas Cerebrais em Idosos: Uma Revisão Sistemática e Metanálise
Por Sara Oliveira Dias de Lucena (Autor), Fabricio Eduardo Rossi (Autor), Fernanda Pereira Lemos Barbosa (Autor), Marianne Penachini da Costa de Rezende Barbosa (Autor), André Luis Lacerda Bachi (Autor), Jose Claudio Jambassi Filho (Autor), Lucas Melo Neves (Autor).
Resumo
Introdução/Contexto (Background): O processo de envelhecimento é acompanhado por um declínio no volume cerebral, o que representa um fator de risco significativo para o surgimento de demência em idosos. Evidências demonstram que a atividade física (AF) pode ajudar a prevenir e atenuar essa redução no volume cerebral. No entanto, não há consenso na literatura científica em relação a quais regiões e estruturas cerebrais específicas são mais afetadas pela AF. Esta revisão sistemática teve como objetivo sintetizar estudos observacionais transversais que examinaram a associação entre a AF e o volume cerebral em idosos saudáveis, e destacar as regiões e estruturas impactadas de forma mais consistente.
Métodos (Methods): Esta revisão (PROSPERO: CRD420251002199) abrangeu as bases de dados PubMed, Web of Science e Embase e seguiu as diretrizes do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA). Os estudos elegíveis atenderam aos seguintes critérios: delineamento observacional, avaliação da AF (por meio de questionários ou dispositivos de medição), quantificação do volume cerebral e participantes com idade igual ou superior a 60 anos.
Resultados (Results): Dezenove estudos, totalizando 2.684 idosos (média de idade = 70 ± 6 anos), foram incluídos. Entre os estudos incluídos, 76 regiões ou estruturas cerebrais foram analisadas, sendo as hiperintensidades da substância branca, o volume cerebral total, a substância branca, o volume intracraniano e o volume hipocampal total os mais frequentemente avaliados. Os estudos demonstraram qualidade metodológica moderada, com pontuação média de 4,6 ± 0,9 de um total de 9 pontos na Escala de Newcastle-Ottawa. Acelarômetros foram o método predominante para avaliar a AF, e todos os estudos utilizaram ressonância magnética para avaliar as estruturas cerebrais.
Conclusão (Conclusion): As evidências sintetizadas nesta revisão indicam um corpo substancial de pesquisas observacionais demonstrando uma associação entre níveis mais elevados de AF e maior volume cerebral em regiões específicas entre idosos saudáveis.