Resumo

Introdução: Embora exista uma vasta literatura analisando o fator de proteção da atividade física e os benefícios para à saúde mental na adolescência, poucos são os estudos do Brasil que verificam se atividade física no ambiente escolar está associada aos comportamentos de riscos à saúde mental. Objetivo: Verificar a associação entre os indicadores de saúde mental e atividade física em adolescentes brasileiros escolarizados. Metodologia: Essa dissertação foi desenvolvida a partir de dois estudos. Estudo 1– identificar a evidência quanto às associações entre atividade física e saúde mental em adolescentes brasileiros escolarizados. Estudo 2 – analisar a associação entre atividade física no ambiente escolar e os comportamentos de riscos à saúde mental em uma amostra de adolescentes brasileiros. Foram organizadas da seguinte forma: o estudo1, tratase de uma Revisão Sistemática, os artigos foram selecionados em português e inglês, identificados por meio de uma busca sistemática em seis bases de dados eletrônicas: PubMed, Web of Science, SPORTDiscus/Ebsco, ScIELO, ERIC e LILACS, que compreendeu publicações até o final de 2019. O estudo 2, trata-se uma pesquisa com dados da Amostra 2, da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), 2015 (n=16556), para análise utilizou-se a regressão logística binária para estimar a chance de associação da variável desfecho saúde mental na forma de Odds Ratio (OR) bruta e ajustada e as seguintes covariáveis: sexo, idade, etnia, escolaridade do aluno, escolaridade da mãe e atividade física no ambiente escolar. Resultando em dois manuscritos. Resultados: No estudo 1, resultou em 10 artigos para revisão final que identificaram que a educação física ofertada no currículo da educação básica tem efeito protetor sobre a saúde mental no ambiente escolar. Além disso, mais de 300 min/semana de atividade física foi positivamente associado à saúde mental. No estudo 2, verificou-se que 57,8% dos alunos apresentaram “tempo reduzido de atividade física no ambiente escolar”. Observouse que o sexo “feminino” apresentou maior probabilidade de apresentar “um ou mais de um comportamento de risco à saúde mental” (OR=0,58; IC95% 0,52 - 0,64) quando comparado ao sexo “masculino” que teve as chances reduzidas em 42%. Observou-se que apenas as variáveis sexo e atividade física obtiveram significância indicando que meninas (OR=059; IC 95% 0,2 -0,66) e estudantes inativos vii (OR=1,17; IC 95% 1,03 – 1,33) são mais propensos a serem afetados por problemas de saúde mental. Conclusão: A atividade física escolar está associada positivamente à saúde mental por promover bem-estar físico e psicológico, impactando na redução dos índices de problemas de insônia, atenuando a solidão e melhorando a percepção quanto à imagem corporal.

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