Atividades Físicas, Comportamento Sedentário e Componentes da Síndrome Metabólica em Idosos

Por: Leonardo Coelho de Deus Lima.

2016 24/02/2016

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.Resumo

O Brasil perpassa por uma transição demográfica caracterizada pelo alargamento do topo da sua pirâmide etária. Sabe-se que a síndrome metabólica e seus componentes específicos provocam efeitos deletérios à saúde do indivíduo idoso, prejudicando o processo de envelhecimento saudável. Neste sentido, torna-se imperioso o estudo sobre os fatores de risco comportamentais para o desenvolvimento dos componentes da síndrome metabólica, entre idosos. O estudo teve como objetivos analisar a associação da atividade física e do comportamento sedentário com os componentes da síndrome metabólica em idosos. No primeiro artigo, foi realizado um estudo de revisão sistemática nas bases de dados PUBMED, Science Direct e Scopus, para analisar estudos que discutiram a temática, associação do comportamento sedentário com a síndrome metabólica na população de idosos. A revisão sistemática resultou em quatro estudos que evidenciaram a existência de associação positiva entre as variáveis analisadas. No segundo artigo, foi realizado a associação da atividade física e do comportamento sedentário, de forma independente e conjugada, com os componentes da síndrome metabólica. O estudo é parte integrante do projeto ELSIA – Estudo Longitudinal de Saúde do Idoso de Alcobaça, BA. A amostra deste estudo foi composta por 473 pessoas de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 60 anos. Para a coleta de dados foi utilizado um questionário multidimensional, aplicado em forma de entrevista individual, para identificação das variáveis sociodemográficas, indicadores de saúde, atividade física, comportamento sedentário e os componentes da síndrome metabólica (diabetes, obesidade, baixa concentração de HDL-c e hipertensão). Para análise dos dados foram utilizados procedimentos da estatística descritiva (frequência, média e desvio padrão) e inferencial (teste de qui-quadrado, regressão logística binária e regressão multinomial), considerando p<0,05. A prevalência do comportamento sedentário foi de 50,1% e de inatividade física foi de 47,4%. A maior exposição ao comportamento sedentário apresentou associação positiva com os componentes da síndrome metabólica, obesidade e hipertensão, mesmo entre os idosos ativos. Diretrizes de saúde devem formular recomendações específicas para diminuição do tempo sentado entre os mais velhos.

Endereço: http://bdtd.uftm.edu.br/handle/tede/233

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