Autonomia funcional e o condicionamento físico de idosas praticantes de atividade física
Por Mauricio Martins Cabral (Autor), Eder do Vale Palheta (Autor), Marco Antonio Barros dos Santos (Autor), Célio Roberto Santos de Souza (Autor), Luciano Barros da Silva (Autor), Josiléia do Socorro Neves de Lira (Autor), Antônio Cesar Matias de Lima (Autor), Thales Henriques Pires da Cruz (Autor), Glória Cristina Miranda Araújo (Autor).
Em Revista CPACQV - Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade de Vida v. 17, n 2, 2025.
Resumo
Este estudo teve por objetivo avaliar o perfil da autonomia funcional e do condicionamento físico de idosas praticantes de atividades físicas do programa vida ativa do SESC. Este estudo do tipo ex post facto foi realizado no período de Março à Agosto de 2011 com idosas residentes nos municípios Belém (Pará- Norte) e Mossoró (Nordeste), no Brasil, participantes do programa de atividade física implantado dentro do SESC chamado “Vida Ativa”. As idosas (n=420; idade de 60 à 79 anos) eram praticantes de hidroginástica, musculação e Carimbó, dança típica do Pará. Foram avaliados a autonomia funcional, pelo protocolo do Grupo de Desenvolvimento Latino-americano para a Maturidade (GDLAM) e o condicionamento físico, composto de cinco variáveis: flexibilidade (teste do normalflex); composição corporal (pelo índice de massa corpórea -IMC); força muscular (pelo teste de uma repetição máxima no supino reto - F); resistência muscular localizada (pelos testes de flexão de cotovelo – EFC - e de levantar e sentar da cadeira em 30 segundos - LS) e resistência cardiorespiratória (pelo teste de caminhar 6 minutos – TC6, também sendo calculado o consumo de oxigênio – VO2). Nos resultados foi observado o seguinte perfil do condicionamento físico: resistência muscular localizada (SL: percentil de 95%; EFC: percentil de 85%); índice de flexibilidade (IF): percentil de 75%; condicionamento aeróbico: percentil de 15%; força muscular: 80% e composição corporal: sobrepeso. Em relação a autonomia funcional, em todas as faixas etárias, foi encontrado uma classificação “regular” para os testes e para o índice de GDLAM, com exceção do teste de levantar da cadeira e locomover-se pela casa - LCLC (fraco – 70-74 anos) e de vestir e tirar a camiseta - VTC (bom – 74-79 anos) .Após a análise dos dados, baseado no cálculo do mínimo múltiplo comum (MMC), o presente estudo verificou a seguinte fórmula para o chamado “índice de condicionamento físico”: ICF: {[(EFC/6 + SL/7)/2] + IF + (VO2/4,3) + (IMC/9,3) +(F/7,15)}/5. Desta forma, infere-se que o vigente estudo encontrou um perfil satisfatório da autonomia funcional, porém subestimado, do que poderia estar, uma vez que o programa de vida ativa do SESC, embora evite o sedentarismo da população idosa local, não controle, de forma eficaz, a intensidade de treinamento individualizada. Além disto, foi observado níveis satisfatórios de resistência muscular localizada, de força muscular e de flexibilidade; entretanto, devido ao princípio de sobrecarga de treinamento, foi encontrado baixo nível de condicionamento aeróbico e um perfil de sobrepeso, na composição corporal.