Resumo

Este estudo teve por objetivo avaliar o perfil da autonomia funcional e do condicionamento físico de idosas praticantes de atividades físicas do programa vida ativa do SESC. Este estudo do tipo ex post facto foi realizado no período de Março à Agosto de 2011 com idosas residentes nos municípios Belém (Pará- Norte) e Mossoró (Nordeste), no Brasil, participantes do programa de atividade física implantado dentro do SESC chamado “Vida Ativa”. As idosas (n=420; idade de 60 à 79 anos) eram praticantes de hidroginástica, musculação e Carimbó, dança típica do Pará. Foram avaliados a autonomia funcional, pelo protocolo do Grupo de Desenvolvimento Latino-americano para a Maturidade (GDLAM) e o condicionamento físico, composto de cinco variáveis: flexibilidade (teste do normalflex); composição corporal (pelo índice de massa corpórea -IMC); força muscular (pelo teste de uma repetição máxima no supino reto - F); resistência muscular localizada (pelos testes de flexão de cotovelo – EFC - e de levantar e sentar da cadeira em 30 segundos - LS) e resistência cardiorespiratória (pelo teste de caminhar 6 minutos – TC6, também sendo calculado o consumo de oxigênio – VO2). Nos resultados foi observado o seguinte perfil do condicionamento físico: resistência muscular localizada (SL: percentil de 95%; EFC: percentil de 85%); índice de flexibilidade (IF): percentil de 75%; condicionamento aeróbico: percentil de 15%; força muscular: 80% e composição corporal: sobrepeso. Em relação a autonomia funcional, em todas as faixas etárias, foi encontrado uma classificação “regular” para os testes e para o índice de GDLAM, com exceção do teste de levantar da cadeira e locomover-se pela casa - LCLC (fraco – 70-74 anos) e de vestir e tirar a camiseta - VTC (bom – 74-79 anos) .Após a análise dos dados, baseado no cálculo do mínimo múltiplo comum (MMC), o presente estudo verificou a seguinte fórmula para o chamado “índice de condicionamento físico”: ICF: {[(EFC/6 + SL/7)/2] + IF + (VO2/4,3) + (IMC/9,3) +(F/7,15)}/5. Desta forma, infere-se que o vigente estudo encontrou um perfil satisfatório da autonomia funcional, porém subestimado, do que poderia estar, uma vez que o programa de vida ativa do SESC, embora evite o sedentarismo da população idosa local, não controle, de forma eficaz, a intensidade de treinamento individualizada. Além disto, foi observado níveis satisfatórios de resistência muscular localizada, de força muscular e de flexibilidade; entretanto, devido ao princípio de sobrecarga de treinamento, foi encontrado baixo nível de condicionamento aeróbico e um perfil de sobrepeso, na composição corporal. 

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