Autopercepção de preparo profissional para atuação em ginástica de academia em acadêmicos de educação física
Por Samanta Garcia de Souza (Autor), Thais Aguiar Rufino (Autor), Ademar Azevedo Soares Junior (Autor), Wilmont de Moura Martins (Autor), Michelle Ferreira de Oliveira (Autor).
Resumo
A expansão do mercado fitness tem ampliado as possibilidades de atuação do profissional de Educação Física, sobretudo no contexto das academias e das aulas coletivas. Nesse cenário, a formação inicial assume papel estratégico na consolidação de competências profissionais, abrangendo conhecimentos técnicos, fundamentos pedagógicos, habilidades didáticas e segurança para a intervenção prática (Bento, 2019; Zanetti; Luguetti, 2021). Todavia, investigações recentes indicam a existência de lacunas entre os conteúdos desenvolvidos na graduação e as demandas concretas do mercado, aspecto que pode repercutir na autoconfiança, na percepção de competência e nos processos de inserção profissional dos egressos (Carvalho; Fraga, 2020). Diante desse contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar a autopercepção de preparo profissional de acadêmicos de Educação Física para a atuação com ginástica de academia. Trata-se de uma pesquisa descritiva, com abordagem quantitativa, conduzida por meio da aplicação de questionário estruturado, elaborado especificamente para o estudo e disponibilizado em formato online. Participaram 26 estudantes matriculados na disciplina de Ginástica de Academia, ofertada no décimo período do curso de Educação Física de uma universidade pública do estado de Goiás. Os dados foram tratados por meio de estatística descritiva, com cálculo de frequências e percentuais. Os resultados indicaram que 61,5% dos participantes já haviam realizado estágio em academias e 57,7% já tinham experiência de trabalho nesse contexto. Além disso, 53,8% relataram ter ministrado aulas coletivas. No que se refere à percepção de preparo para conduzir aulas, 50,0% afirmaram sentir-se preparados, 26,9% parcialmente preparados e 23,1% declararam não se considerar preparados para tal atuação.